segunda-feira, 19 de abril de 2010

A SANTIFICAÇÃO DE NOSSA LINGUAGEM.


Um dos grandes problemas que o homem tem enfrentado é o uso inadequado do falar. A mentira é tão antiga quanto a história da humanidade. O engano tem acompanhado o homem desde que pecou e a murmuração é sua companheira de todas as horas. A fofoca, a maledicência, o falso testemunho aparecem constantes nos relacionamentos humanos, gerando uma comunicação defeituosa. Tiago diz que “... se alguém não tropeça no falar é perfeito varão...” (Tg 3.2). Grande parte dos problemas de nossa comunidade está relacionado de alguma forma, ao uso indisciplinado da língua, portanto, é fundamental que tenhamos uma linguagem sã e irrepreensível, isto é, uma linguagem santa em nosso convívio. Vejamos alguns pecados que podem afetar a nossa linguagem:

1. O Pecado da Murmuração.

Como toda enfermidade provocada por vírus carece de um tratamento sério, assim também é a murmuração. O germe da murmuração é uma maldição dos séculos. Um impedimento para a operação de Deus. Reflete ataques de Satanás ao crente, em diversas áreas. Deus condena de modo incisivo a murmuração: (Lm 3.39; Jo 6.43; I Co 10.10; Pv 2.14).

a) Incredulidade. A perda da fé é o ambiente mais propício para o surgimento do pecado da murmuração. A incredulidade é uma perversa provisão de Satanás para que as pessoas nunca se sintam aptas a louvar a Deus. Jesus mesmo declarou que a incredulidade foi impedimento a realização de alguns milagres (Mt 13.58; Mt 17.20; Mc 16.14). A incredulidade abre caminho para a murmuração, que nos afasta de Deus. Somos exortados fortemente a abandonarmos a incredulidade (Hb 2.2,3; 4.11).

b) Incapacidade de Recordar. O murmurador sofre de uma amnésia crônica. Ele é incapaz de recordar o quanto já tem alcançado de Deus. Recordar é lembrar primeiramente das exigências do Criador: Lembra-te do teu Criador (Ec 12.1); Lembra-te de Jesus Cristo (II Tm 2.8); Lembrai-vos da mulher de Ló (Lc 17.32); Lembrai-vos das coisas passadas (Is 46.9); Lembrai-vos que éreis gentios (Ef 2.11).

c) Incapacidade de Contemplar os Atos Bondosos de Deus. (Sl 126.3,4). “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”. O murmurador, infelizmente vê as coisas que estão se definhando a sua volta, perecendo e apodrecendo e começa a murmurar. Murmura por indelicadeza e falta de senso ético. Assim, ele agride aqueles com os quais convive. Murmura por intolerância ou falta de paciência para aguardar a resposta de Deus a sua orações (Lc 21.19; Sl 40.1; Tg 5.11; Hb 10.36; Tg 1.3).

2. A Influência da Língua.

Conta-se que o Rabino Simeão, filho de Gamaliel disse a seu servo Tobias: “Vai ao mercado e me traga algum bom alimento”. O servo foi e trouxe línguas. Noutra ocasião, disse ao mesmo servo: “Vai ao mercado e me traga algum alimento ruim”. O servo foi e lhe trouxe línguas. Então o mestre lhe perguntou: “Por qual razão, quando te ordenei que me trouxesse bom ou mau alimento, me trouxeste língua?” O servo retrucou: “O homem faz bem ou mal com a sua língua; se fizer o bem, nada há de melhor; se fizer o mal, nada há de pior”. Nossa linguagem deve ter a marca da santificação para o Senhor para que exerçamos a influência de sal da Terra e Lua do Mundo (Mt 5.13-16).

a) Influências da Fala. Segundo a Palavra de Deus, a língua é como o leme de um navio (Tg 3.4), tem poder para governar. É como uma pequena fagulha, tem poder de destruição. (Tg 3.5). É como um membro venenoso, tem poder de contaminação (Tg 3.4). É como um chicote, tem poder de tortura emocional (Jó 5.21). Tem o poder de uma pena de escrever, marca o coração (Sl 45.1; 54.7). É como uma navalha afiada, tem poder para cortar relações. É como uma espada afiada, uma arma de guerra à curta distância (Sl 57,4). É como uma flecha, uma arma de guerra à longa distância (Jr 9.8).

b) Manifestações de uma Língua Enferma. O ser humano peca profundamente quando propositadamente fere a outros, a quem Deus deseja que seja feito o bem. Mas algumas pessoas agem desta maneira porque estão com suas línguas doentes e por isso expressam o que está ocorrendo em suas próprias vidas: Palavras amargas saem de suas bocas (Ef 4.29,30); e o conteúdo de suas falas demonstra o grande mal que está dentro de si. Pessoas assim necessitam urgentemente de uma cura espiritual, pois são aqueles descontentes crônicos, que somente Jesus pode curar.

c) Tipos de Pessoas com a Língua Enferma. Os escarnecedores (Pv 13.1; Jd 17-19) são aqueles que além de individualistas, são também cegos. Os difamadores (Pv 16.28; Sl 101.5; Sl 15.1-3) são aqueles que possuem uma doença crônica aliada à inveja. Os cochichadores (Sl 41.7), o mesmo que murmurador; aquele que gosta de falar coisas más em voz baixa, o mexeriqueiro e bisbilhoteiro. Existe ainda a falsa testemunha, o intrometido (I Pe 4.15), o futriqueiro. Pessoas impertinentes, que gostam de irritar com suas línguas ferinas. Esses, precisam com urgência exercer a santificação de suas línguas.

3. A Tríplice Ilustração do Poder das Palavras.

“A língua combina com a ferocidade do tigre a zombaria do macaco e com a sutileza e o veneno da serpente”. Pode ser entravada e pode ser disciplinada. Pode ser ensinada a fazer coisas boas e úteis, mas nunca pode ser domada; nela nunca se pode confiar. Se não usar de cuidado e vigilância, sua natureza maligna irromperá novamente e os resultados serão calamitosos.

a) A Fonte que Jorra Dois Tipos de Água (Tg 3.11). Não deve haver duplicidade de palavras na vida de um servo de Deus. Cabe aqui fazer uma pergunta: Você controla a sua língua? Dê uma nota de 0 a 10 a si mesmo quanto ao controle da língua e faça uma análise pessoal. Entretanto, a língua do cristão deve fundamentalmente produzir bênção e não maldição. Pode uma mesma fonte produzir dois tipos de águas? Doce e amarga? Cada fonte produz o seu próprio tipo de água. Um é o falar do ímpio e outro é o falar do cristão. Nossas palavras devem ser temperadas com sal (Cl 4.6).

b) A árvore que produz frutos segundo sua espécie. “... Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce...” (Tg 3.12). O autor sagrado toma uma ilustração da natureza, que mostra também a necessidade de coerência. Cada árvore frutífera produz seu tipo específico de fruto e certamente não pode produzir, ora uma espécie, ora outra. Isto é impossível. E apesar de que isso seria uma deleitável curiosidade, qualquer pessoa que observasse o fenômeno, pensaria que é apenas uma perversão, algo em que a natureza errara profundamente. E isso se daria especialmente se a mesma árvore produzisse, alternadamente fruto comestível e fruto venenoso. Se esse fosse o caso, a árvore seria considerada uma afronta ao processo da natureza, e não apenas uma curiosidade. O homem que produz fruto bom e fruto venenoso, também é uma afronta e uma perversidade da natureza.

c) A fonte que Produz um só Tipo de Água. O Mar Morto, na Palestina, fica apenas acerca de vinte e cinco quilômetros de Jerusalém. Naquela área há muitos poços de sal, pantanais e fontes que contém água salgada em várias percentagens. Há grande abundância de riachos salgados e fontes salobras naquela região, além de fontes termais impregnadas de enxofre, que abundam no vale vulcânico do rio Jordão. Portanto, se os leitores originais da epístola eram naturais da Palestina, haveriam de entender perfeitamente a linguagem simbólica usada. Haveriam de saber que existem fontes de água potável e também de água salobra, mas que é impossível que de um mesmo manancial jorrasse água boa e água salobra. Os mananciais de água potável trazem vida, os demais mananciais nada produzem, senão odores asfixiantes. Somente o homem pode cultivar a prodigiosa monstruosidade de produzir o que é bom e hígido, para em seguida produzir influências e poderes malignos mortíferos. Pelo menos no crente, que é alguém que está sendo transformado para compartilhar da imagem de Cristo, isso não deveria ocorrer. O NT dá a entender que isso, realmente, não sucederá jamais (Tg 3.12).

4. O Dever de não Tropeçar nas Palavras (Tg 3.2).

A língua é um membro bem pequeno do corpo. Mas tanto é difícil ser controlado como é potencialmente traiçoeiro. Um homem pois, pode ter pleno controle sobre todos os demais aspectos de sua vida e, no entanto, ser apanhado em pecados da língua, pelo menos em certas ocasiões.

a) Tropeçamos em Muitas Coisas. Tropeçar, no grego é: “Ptaío”. Literalmente, “tropeçar”, mas que em sentido moral, significa “errar”, “equivocar-se”, “pecar”. Todos cometem equívocos dos tipos mais diversos, talvez o erro mais comum seja o da língua. É fácil dizer palavras duras e apressadas, proferir ofensas de alguma espécie, sem termos consciência ou não de que ofendemos ao próximo. Portanto, se houver algum cristão que não ofende com a sua língua e nem comete erro verbal, então terá de ser, para todos os efeitos práticos, um homem perfeito, porquanto não ofende com palavras. A declaração de que todos “tropeçamos” é uma admissão do pecado universal, pois estão em foco erros morais (Rm 3.9-18; I Jo 1.8).

b) Não Tropeçando e Sendo Perfeito Varão. Alguém moralmente perfeito, não sujeito aos pecados e erros de outros homens, porquanto demonstra, em sua linguagem, que não tem defeito. Se tiver algum defeito, certamente o mostraria com suas palavras, em algum ponto, ao conversar com outros. Naturalmente, esse “perfeito varão” (impecável) é um caso hipotético. Tiago não afirma que realmente existe algum homem assim. O adjetivo “... perfeito...”, é aqui usado para indicar a “perfeição moral”. Até mesmo um homem moralmente maduro, certamente ofende com palavras, ocasionalmente. Veja a recomendação para a perfeição: (Mt 5.48; Cl 1.28; 4.6). A perfeição, no sentido neotestamentário, consiste da participação nas virtudes divinas, como o amor, a justiça e a bondade. (Gl 5.22,23). A perfeição absoluta, negativa e positivamente considerada, é o grande alvo moral de todos os crentes e isso eles poderão obter mediante a transformação segundo a imagem moral de Cristo, mediante o poder do Espírito Santo (II Co 3.18; Ef 4.12; Hb 7.11,19).

c) Quem não Tropeça em Palavras tem a Capacidade de Refrear seu Corpo. O pecado é retratado como algo que se utiliza do corpo. O autor sagrado simplesmente preferiu fazer uma declaração óbvia: O corpo é instrumento fácil do pecado. O sexto capítulo da epístola aos Romanos desenvolve amplamente esse tema. O corpo pode ser um escravo do pecado, mas também pode ser um escravo da justiça. O homem perfeito, que controla a sua língua, o mais incontrolável de todos os membros do corpo, também será capaz de controlar o corpo inteiro, para que nenhuma instância, venha a tornar-se veículo de ações pecaminosas. O corpo é um instrumento pelo qual o homem se expressa nesta Terra. Quando peca, quase sempre usa seu corpo de alguma maneira. O homem perfeito exerce controle sobre o seu corpo, como um homem controla um cavalo com arreios.

Conclusão. Como conclusão vou relatar a história das três peneiras: Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me falar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?
- Sim, a primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha apenas ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos então que é verdade. Deve então passar pela segunda peneira, a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e coisa boa, deverá ainda passar pela terceira peneira, a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta? Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz".

Que o Senhor nos ajude a santificar a nossa linguagem em todo o tempo.

PR. CROCE...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PERSPECTIVAS PARA O JOVEM TEÓLOGO NA SOCIEDADE


Meu objetivo nesta reflexão é tentar abrir as cortinas e focalizar as áreas em que um jovem teólogo pode atuar nessa sociedade obscura em que vivemos. Há um mundo em nossa volta sem esperança e sem projeção nenhuma para a vida eterna ou até mesmo para a vida. Essas pessoas esperam por nós, pois estão cegas e não podem ver o que vemos ouvir o que ouvimos. Entretanto poderão ouvir através de pregadores da palavra de Deus, pois temos o antídoto para este mal que assola a sociedade.

Acredito que quem procura um seminário, não o faz por acaso. Certamente são pessoas que possuem um chamado especial. Estão sendo conduzidos pelo Espírito Santo ao laboratório de Cristo e sendo moldados para um plano específico. É provável que alguns não saibam exatamente porque procuraram um seminário, isto é, emitir detalhes racionais; mas o Senhor sabe muito bem, pois Ele mesmo o conduziu ou está lhe conduzindo a um aprimoramento de sua Palavra. Há um mundo sedento da Palavra! Sei que você talvez esteja imaginando que esta reflexão seria para aqueles que já estão no seminário, todavia, creio que Deus estará convocando muitos jovens para o seu laboratório espiritual, preparando-os e enviando-os a várias partes do mundo nestes últimos dias. Certamente você será um deles.

Logicamente, é necessário que haja algumas sinalizações para que se evidencie essa inclinação. Dentre elas, consideramos que a chamada ministerial é o maior sinal e a mola propulsora na vida de um jovem seminarista. A expressão usada pelo Apóstolo Paulo em Rm 1.1 como “Kletós”, no grego traduzido como “chamado, vocacionado etc”.

Natureza da chamada. A responsabilidade da chamada ministerial é do Senhor. “E Ele mesmo concedeu uma para...” (Ef 4.11). Não se trata de uma incumbência dada por convenção, concilio ou outro órgão. Estes apenas confirmam, reconhecendo a chamada depois de um exame. (2 Tm 2.15).

Valorização da chamada. Essa é uma questão importantíssima para o teólogo, pelo fato de existir um campo vasto na área teológica. É fundamental que haja essa valorização para o desempenho ministerial. A própria palavra “Ministério” é tradução de uma palavra que também quer dizer “serviço, trabalho”. Portanto, é necessário saber em que ministério atuar, fato que se relaciona com o conhecimento do dom que Deus nos deu. Infelizmente, nossa juventude tem sofrido por falta de uma educação direcionada para vocação na área secular, entretanto, na área espiritual entendemos que seja diferente. Por outro lado, é inadmissível que um vocacionado para o direito se envolva com medicina, assim como um vocacionado para o ministério se envolva com outra tarefa que lhe sufoque a vocação ou lhe frustre. Sendo assim, é imprescindível que haja conhecimento e inclinação para cada vocação.

Campo de trabalho. Antigamente era muito difícil para os pentecostais conseguirem apoio para o estudo teológico. Havia uma pregação contrária por parte de uma grande maioria de líderes. Alguns chegavam a cometer o absurdo de dizer que Teologia não era coisa de Deus, embebidos pela ignorância que lhes cercavam. Pela graça de Deus e a insistência dos Institutos Teológicos através de homens que receberam do Senhor a tarefa de incentivar o saber teológico, hoje temos um reconhecimento através das principais Convenções da Assembléia de Deus e outras Denominações Pentecostais. As duas convenções oficiais das Assembléias de Deus, não consagram mais Ministros sem o devido curso teológico em entidades reconhecidas pelas mesmas. Isso foi um grande avanço.

Com esse reconhecimento expandiu-se o campo para os teólogos, principalmente para aqueles que atuam na área do ensino. Estamos vivendo em algumas instituições pentecostais um verdadeiro despertamento teológico. Somente recomendamos critérios para ingresso nessas instituições pelo fato de existirem muitos “Institutos Teológicos sem estrutura”, sem nenhum reconhecimento das Convenções e outros órgãos que dão credibilidade a instituição.

Portas Teológicas:
Ensino. Com especializações em áreas teológicas. Como já enfocamos, as exigências das convenções pentecostais para o ato consagratório abre campo de trabalho para os vacacionados na área do ensino.

Capelania Hospitalar/Exército etc. Esse é outro campo vasto para novos teólogos, com chamada específica nesta área.

Ministério Infantil. Com relação ao ministério infantil, estamos ainda engatinhando. Há muito que se fazer nessa área entre as Igrejas e os ministérios das mesmas. Pode se criar um ministério itinerante para ministrações específicas despertando talentos através de simpósios direcionados.

Ensino Religioso em Escolas Públicas. Esse é um departamento que os católicos querem dominar, pelo fato de ser uma estratégia antiga da Igreja. No entanto, como evangélicos, temos quem lutar para que nosso espaço seja garantido. Isso já está mudando, pois existem “grandes espaços” em muitas escolas públicas para tal atuação destes vocacionados.

Missões. Apesar de se falar muito em missões, temos poucos missionários de fato. As Igrejas estão sonolentas em ralação a Missões. Isso se comprova através do surgimento das Agências Missionárias. Se cada Igreja se transformasse em uma agencia de missões, certamente teríamos mais missionários nos campos.

Ministério Pastoral. De todos os ofícios do ministério cristão o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. O título é dado até mesmo aos ministros em diferentes funções ministeriais. A função é tão honrosa, que no Antigo Testamento, freqüentemente atribui a Deus o título de Pastor de Israel. (Jr 23.4; Sl 23.1; 80.1). O verbo técnico da terminologia pastoral em hebraico é “Ra׳ah” “apascentar. Eu entendo que muito alunos procuram o seminário com seu ministério definido, principalmente com rela/cão ao pastorado. Dependendo da denominação o novo Pastor poderá assumir uma grande igreja, outros terão que formar suas próprias congregações.

Literatura. Este é um ministério muito carente. Temos poucos escritores nacionais. O ministério da literatura pode se expandir para o mundo. O importante é ter convicção da chamada para tal tarefa. Precisamos deixar nascer esse escritor que está dentro de nós.

Conferências/ Itinerância. Lamentavelmente, temos muitos evangelistas e ao mesmo tempo, grande carência dos mesmos. Devido a incorreta concepção do ministério Evangelístico, vemos as vezes, um Evangelista ocupado com uma pequena Igreja, completamente fora de sua função, ou mesmo sem qualquer evidência deste dom ministerial. É Evangelista simplesmente porque alguém determinou ou lhe deram este nome. Isto nada tem a ver com o verdadeiro ministério Evangelístico. Precisamos regatar o verdadeiro conceito de Evangelista. Há uma grande porta aberta nesta área.

Mestres. Mestre é a última categoria de ministros arrolados em Ef 4.11. Sua finalidade é valiosíssima par Igreja de Deus. Os Mestres são fundamentais para preservação da doutrina.

Formação Teológica.
Clinica Pastoral.
Casas de Recuperações etc.

Essas portas são vastíssimas para o jovem teólogo. Falando francamente, não vejo dificuldades para aqueles que não conseguem enxergar nada mais a não ser o ministério. Aquele que nos chamou e nos enviou estará sempre nos encorajando. Ele espera muito de nós, pois nos confiou uma grande tarefa. A Ele toda glória!

Shalom...
Pr. Croce

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A ESTRADA MAIS LONGA (EX 13.17-18)

Havia dois caminhos para a terra prometida:

1. O caminho pela terra dos filisteus.
2. O caminho através do deserto.

Somos informados que a rota do mediterrâneo podia ser percorrida sob condições normais entre oito a dez dias.

A estrada levava através de uma área povoada e era fácil, rápida e segura. Mas não foi o caminho escolhido por Deus.
A Filístia ficava no meio do caminho. Deus, portanto os levou para o sudeste, na direção do mar vermelho.
Ali não havia estradas, pontes e nenhum sinal visível que os orientasse. Nenhum recurso visível que suprissem suas necessidades. Deus faz também assim conosco porque o caminho do cristão é por fé e não por vista.

1. A PROVIDÊNCIA DO CAMINHO MAIS LONGO: Deus os levava. As providências eram tomadas por Deus. Não há acidentes para aqueles que andam na vontade de Deus. Deus mesmo escolhera o caminho para o seu povo. Esse caminho será sem acidentes. “Tendo Faraó deixado ir o povo... Deus os levou Israel. Deixaram de ser servos do Egito para ter outro Senhor. Foram libertos de uma escravidão para entrar em outra: a escravidão do amor e da graça” (Ex 13.7; 3.17).
“Os Judeus não estavam preparados para enfrentar os Filisteus” (1 Co 10.13). Em previsão amorosa, Deus escolheu o caminho mais longo para seu povo. (Sl 103.13,14).

1.1 Alguns princípios da Estrada mais longa:

a) Vamos analisar primeiro o outro lado. O princípio do caminho mais curto: Esse é o caminho do mundo, do julgamento, da aceitação humana.
b) Esse caminho que Deus rejeitou é conhecido no mundo como atalho: caminhos atrativos e humanos e das inclinações. Os homens gostam desse caminho para fugir da monotonia. Muitos entram pelo caminho da luxúria etc. Esse é o caminho da mentira, do engano, do suborno, da fuga, da mudança desnecessária etc.
c) Exemplos: Esaú escolheu o caminho mais curto quando vendeu sua primogenitura por um prato de comida. Hipotecou o futuro em troca de lucros imediatos; (Mt 7.13,14; Lc 13.24). O caminho é estreito. Demas; Saul; Judas; Simão o mágico; Geazi etc., são exemplos daqueles que procuram atalhos.

1.2 A estrada mais longa inverte a ordem:

É uma caminhada pela fé, e não pela vista.
Caracteriza-se por uma disposição de esperar, confiar em Deus. Devemos ter certeza de que o caminho do Senhor é o melhor. Cada filho de Deus deve entender que não há sucesso sem sacrifício, e nenhuma recompensa sem trabalho.
É preciso que haja obediência, antes que as bênçãos sejam concedidas. Na obediência está também a renúncia.
A providência da estrada longa é levá-los a uma fé perfeita em Deus. Educá-los. Essa é a pedagogia de Deus.

2. O PROPÓSITO DA ESTRADA MAIS LONGA:
O caminho do deserto foi o da disciplina. Autodisciplina. Palavra muito difícil para muitos...
Primeiro Israel precisou conhecer a Deus. Deus os levou para onde o povo ficava completamente dependente dos recursos divinos. Os homens raramente aceitam a Deus no tempo da prosperidade.
Quanto mais negra à noite, mais brilhantes são as estrelas (Is 55.8-9). Os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos! Deus levou a nação sozinha através da solidão a lugares estéreis, onde o povo ficava totalmente dependente dos recursos divinos. ”Geralmente o caminho mais longo é o caminho mais curto de volta para o lar”.

2.1 Propósitos:
a) Demonstrar seu poder (Milagres e maravilhas, no Egito, etc).
b) Receber a Lei na solidão do deserto para que pudessem se organizar em comunidade antes de entrar em Canaã.
c) Para que pudesse aprender a humildade.
d) Isso ficou bem exemplificado nas quatro grandes entregas de Abraão: 1) Ele não foi chamado logo no começo para sacrificar o seu filho. Este foi o teste final: Primeiro foi chamado para entregar a sua vida. Separar-se do povo de sua terra. 2) Depois teve que entregar seus direitos permitindo que seu sobrinho Ló, fizesse a melhor escolha. 3) Mais tarde, ele se submeteu à oportunidade de tornar-se rico, quando rejeitou a riqueza oferecida pelo rei de Sodoma. 4) A prova final veio quando foi chamado para oferecer o seu filho Isaque como sacrifício.
O propósito da estrada mais longa ainda se discerne melhor quando acompanhamos a história de Israel através do deserto. Mais tarde o povo enfrentou muitas batalhas com os filisteus, contudo, no começo, Deus não permitiu.

3. Duas lições importantes:

Conhecer a si mesmo e conhecer a Deus. (Dt 8.2,3).

Deus os levou para o deserto para que Ele pudesse encontrá-los ali; falar com eles; revelar-se a eles, ensinando-lhes a se conhecerem e a conhecê-lo.
Israel jamais conheceria Deus numa estrada feita por Homens. Israel destinava-se a ser uma nação sacerdotal. Você também jamais conhecerá a Deus através de métodos humanos... Quando os filhos de Israel deixaram o Egito, eram indisciplinados; portanto, tinham que ser treinados na escola do deserto.

4. O Privilégio da Estrada mais longa:
4. 1. Depender de Deus. Você já aprendeu a depender de Deus? Quais são suas experiências? Em nossa caminhada com Ele, há passagens luminosas, além das sombras, alegrias além das tristezas, raios de sol além das chuvas ou tempestades...

Freqüentemente Deus nos conduz a vales escuros para nos ensinar a bênção da comunhão divina. (Sl 23.4). “Vale da sombra da morte”. O deserto e o vale são experiências que nos preparam aqui para a estrada que jaz a nossa frente.

5. As pessoas da Estrada mais longa:

5.1. José e sua trajetória;
5.2. Apóstolo Paulo: Queria pregar aos Romanos, contudo foi para lá preso; mas na prisão saíram lindas epístolas.
5.3. Cristo: também passou pelo deserto.
5.4. Daniel e seus companheiros;
5.5. João Bunyan; David Livingston;
5.6. Gunnar Vingren e Daniel Berg, etc.

Constantemente há ziguezagues em nossos caminhos. Deus não nos prometeu levar-nos ao céu pelo caminho mais curto “Não os peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”. (Jo 17.15). Temos a Escola da experiência. Aprender a não confiar na carne, para representar Deus. Vamos nos conformar e aceitar a estrada mais longa sem fazer atalhos.

SHALOM...
PR. CROCE.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A necessidade de progredir (I Ts 4.1-12)

“PARA QUE CONTINUEIS A PROGREDIR CADA VEZ MAIS...”(1 Tessalonicenses 4.1b)

A palavra progredir faz parte de nossos projetos e de toda nossa sociedade. Todos pensam em progredir em alguma coisa, e na verdade ninguém fica sem progredir, se bem que algumas progressões são regressivas, outras más.

É claro que nosso objetivo é falar sobre a nossa progressão espiritual. E nesse sentido para uma boa introdução basta olharmos a nossa progressividade em relação ao passado. Logo, constataremos que em algumas coisas evoluímos e outras estacionamos ou regredimos.

Infelizmente, no campo espiritual parece que temos a tendência de “regredir”. Pois muitos começam bem e em tom progressivo, mas de repente, entram no processo de regressão com tanta rapidez, que até ultrapassam o marco inicial de forma que se encontram piores do que quando começaram.

Ao olharmos para nós mesmos vamos vasculhar nossos progressos ou estabelecer metas progressivas.

I – PROGREDIR: CAMINHAR PARA ADIANTE, AVANÇAR; IR AUMENTANDO.

No grego: PEISSEVO = abundar; transbordar; ser mais que suficiente.
O apóstolo Paulo tece alguns elogios, mas também exorta a igreja a pureza e ao amor. Embora fossem verdadeiramente convertidos, havia entre eles alguns remanescentes da antiga vida pagã. Não podemos esquecer que a cidade era totalmente corrompida e imoral, por isso Paulo almeja o crescimento da Igreja.

1. Progredir nos ensinamentos recebidos (v.1).

“Como recebestes de nós.. maneira de andar...”.

1.1 O dever da lembrança do que foi ensinado.
1.2 Obedecer. Repetir os ensinamentos (v.2).

2. Progredir cada vez mais na santificação (v. 3-8).

2.1 Descrição da santificação (-8).
v.6 – PLEONOKTEO: Enganar: ultrapassar o certo; transgredir, exceder.

3. Progredir cada vez mais em caridade (amor) Filadélfia (v.9).

Está em todo amor que um ser humano sente pelo outro, o cuidado que tem por outrem tal como cuida de si mesmo; o amor que deve haver entre a família divina.
Obs.: Há várias modalidades de amor: amor de Deus pelos homens, por Deus; por Cristo; de Cristo para com os homens e dos homens por outros homens. Podemos mostrar que amamos a Deus quando amarmos uns aos outros.

3.1 Há uma grande necessidade de progredirmos espiritualmente nesse exercício espiritual.
3.2 Expressões ou atitudes inadequadas ao amor ao próximo: A maior delas: A falsidade, ou a difamação etc.

4. Progredir cada vez mais no nosso trabalho (v.11).

4.1
Nos negócios.
4.2 No trabalho.

5. Progredir cada vez mais na honestidade (v.12).

5.1 Resultados: Bom testemunho para os que estão de fora.

Conclusão

Verifiquemo-nos se estamos progredindo nos ensinos recebidos. Na santificação, amor; no trabalho; honestidade: testemunho. Deus exige isso de nós. Não se esqueça, você nasceu para progredir, crescer para glória de Deus…
Shalom….
Pr Croce.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tendências Heréticas Hodiernas

Estamos vivendo épocas difíceis no que tange a heresias, e com a brevidade da volta de Cristo elas se avolumam cada dia mais. Como já sabemos, os autores de todas heresias sempre foram os demônios, pois eles têm a missão especial de preparar o caminho do Anticristo; mas o Espírito Santo, que prepara a Igreja para o arrebatamento nos adverte acerca das tendências maléficas desses últimos dias, conf. I Tm 4.1. Nosso propósito neste artigo é descrever sucintamente as ramificações heréticas desses tempos difíceis e suas origens.

1. Tendências heréticas dos últimos tempos: As seitas sempre existiram, são tão velhas quanto aos demônios, pois, desde os primórdios do cristianismo, a Igreja lutou verazmente contra os heréticos que comumente se manifestavam no seio da Igreja conf. (Gl 1.6; 2 Ts 2.3,7; 1 Tm 1.3,4; Jd 1.3-19 etc.) entretanto, nestes últimos dias, o espírito do Anticristo inspira multidões, usando todos os meios possíveis para que haja menos conversões ao cristianismo puro ( 1 Jo 2.18-20). Isso acontece através de um cristianismo apóstata e crescente bem diante de nossos olhos, que parece com crentes, cantam como os crentes, falam línguas como os crentes e até profetizam, mas sem compromisso com Deus e com a Bíblia (Mt 24.4,5). Nesse cristianismo, vale tudo, pois eles não sabem o que significa renúncia; o que importa é o coração.

a) A apostasia da fé. De acordo com I Tm 4.1 "...alguns apostatarão da fé...". No grego a palavra é “aphistemi”, que significa "levar `a revolta, desviar, afastar-se, apostatar". Esse verbo significa rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira; perder a primeira fé, repelindo-a em favor de outra crença . Assim como no cristianismo primitivo muitos desviaram-se da fé envolvendo-se com o gnosticismo cristão, também acontece em larga escala nos dias atuais. Esse desvio da fé, representa Teologicamente o desvio do sistema de doutrinas e crenças do cristianismo, (II Tm 4.3-5).

b) Abandono da Bíblia. Quando falamos de abandono da Bíblia, estamos nos referindo a falta de estudo sistemático, ausência nas Escolas Dominicais e desinteresse total. Tais pessoas acreditam mais no que os outros dizem e se alimenta das "bolotas" heréticas nos livros espúrios que questionam e desrespeitam o texto sagrado. Quando Deus usa alguém exortando-os a lerem a Bíblia, eles dizem que não tem tempo ou que não possuem paciência necessária; entretanto possuem paciência para novelas, filmes, jornais, e comentários extra-bíblicos. Ultimamente, infelizmente, muitos crentes estão trocando a leitura Bíblica por outras leituras e essa prática é uma presa fácil para aceitação de heresias. Na verdade as heresias não se manifestam com o nome de heresias, normalmente são assuntos atrativos e interessantes, que só podem ser refutados com o devido conhecimento bíblico. (II Tm 3.14-17).

c) Abandono da simplicidade que há em Cristo: De acordo com II Co 11.3, o Apóstolo Paulo exorta a Igreja a permanecer na simplicidade que há em Cristo. Simplicidade é a tradução da palavra grega: " Aplotes", que significa singeleza , sinceridade, retidão; estando em mira uma sincera devoção a Cristo. O Apóstolo mostra que a serpente usou de astúcia para enganar Eva. Astúcia no original é "panourgia" significando muitas formas de obras sutis, astutas. Há nessa palavra a idéia de uma sabedoria negativa e destrutiva, diabolicamente empregada. Satanás sempre foi o grande mestre dessa forma contrária de sabedoria, e Paulo reputava os falsos apóstolos como excelentes aprendizes dos caminhos tortuosos de Satanás.

2.Tendências heréticas do povo brasileiro. A cultura brasileira favorece exageradamente o sincretismo religioso. Dificilmente se encontrará outro país em que, cultura, tenham se mesclado com tamanha facilidade. No Brasil, mais do que em qualquer lugar do mundo, o negro, os europeus e os nativos deixaram de ser africanos, brancos e índios para sumirem simplesmente uma nova identidade, a brasileira. Se esta peculiaridade ajudou para que o Brasil tivesse uma só língua, contribuiu também para que nascesse uma religião sincrética com muitas heresias.

a) o crescimento das crendices: Conforme o dicionário Aurélio, crendice significa: "crença popular absurda e ridícula; crendeirice; superstição". Essa tendência é cada vez mais crescente, pois está impregnada na religiosidade do povo brasileiro e em muitos arraiais evangélicos. Tomamos como exemplo o próprio catolicismo, que se diz uma religião cristã, mas adota como padroeira uma imagem pescada no Rio Parnaíba, fundam uma cidade com o seu próprio nome e a tornam o centro das mais absurdas crendices. O maior centro idólatra do país e isso com anuência do Vaticano. A Palavra de Deus diz: "Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor”. Não a Senhora!

b) Os "gurus" brasileiros: A Palavra guru vem do hindu, e quer dizer: "venerável" um mestre ou guia espiritual que congrega à sua volta seguidores, as vezes fanáticos etc. Temos muitos desses no Brasil que infelizmente desviam o povo de Deus através de sua popularidade e seus escritos místicos. O Povo brasileiro precisa aprender que só quem pode salvar é Jesus. (Jo 14.6). Esses "gurus" a quem muitos o seguem como se fosse Deus, são instrumentos de Satanás, preparando o mundo para chegada do Anticristo. (II Ts 2. 6-10).

c) A religiosidade mística e supersticiosa do Brasil: Nessa religiosidade, lugares, objetos, frases pré-elaboradas, e pessoas têm valores sobrenaturais. Daí vê-se no Brasil tantos lugares de romarias. Observa-se que no catolicismo, espiritismo e protestantismo há intercessores (vivos ou mortos) que desfrutam de maior favor diante de Deus, cujas orações resolvem todos os problemas da vida. No Brasil publicam-se orações prontas nos jornais e os evangélicos ensinam a recitar o Salmo 91 em caso de opressão demoníaca. "Como se este Salmo tivesse mais poder que o restante da Bíblia". Observa-se que as fitinhas do Senhor do Bonfim penduradas no espelho retrovisor de um carro tem os mesmo similares no espiritismo com colares protetores do mal olhado e no protestantismo com os recentes adesivos nos automóveis que dizem enigmaticamente: "Está amarrado!".

Lamentavelmente o nosso país é vítima de todos os tipos de heresias, aliás, elas já estão globalizadas. A América Latina gravita culturalmente em torno dos EUA, que é o campeão das heresias. Sabemos que não é possível erradicar as heresias porque elas fazem parte de um sistema maligno e perverso, que dominará o mundo através de seu comandante, o Anticristo. Contudo, salientamos que o único meio eficaz de combater as heresias, é o conhecimento sistemático da Palavra de Deus. O crente que não valoriza o estudo da Bíblia será presa fácil para o sistema herético global do Anticristo. Amemos mais a Palavra de Deus!

Pr. José Elias Croce

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fundamentos para educação religiosa

Teologia e educação são duas palavras que se casam, pois toda boa educação vem de Deus e toda Teologia é educação. Há um grande interesse de Deus em despertar vidas que se dediquem ao estudo sistemático de sua palavra e que sejam teólogos- educadores. Esse interesse divino é acentuado em várias passagens bíblicas tanto no A T, como no N T.

I. A Educação Religiosa no Antigo Testamento

Nas Escrituras hebraicas, a principal palavra que significa ensinar ou educar é “Torah - É interessante observar que esta palavra também significa “lei”. Deriva-se de um verbo que significa “apontar, mostrar e orientar”. Um novo verbo, mais recente, significa “disciplinar, corrigir, admoestar”. Outros termos atribuídos à educação, no Antigo Testamento, expressam idéias de discernimento, sabedoria, conhecimento, iluminação, visão, inspiração e nutrição.

Cada vez que se ensina alguma coisa, destaca-se a prioridade da “vida” , que é o ponto de partida para toda forma de educação. O ensino do A T não é aplicado apenas para o desenvolvimento do intelecto, mas para comunicar e ensinar a viver de acordo com suas crenças e necessidades. Além da palavra “Torah”, citada anteriormente, temos mais três palavras hebraicas que expressam a idéia de ensino no A T.:
1. YADAH , com significado semelhante a “vir a conhecer”. Inclui a idéia de que a experiência ensina. (Veja Jó 32.7).
2. YARAH, que significa: “mostrar, dirigir, ensinar”. Esta palavra tem uma importância prática bem definida, (Veja Sl 86.11;25.8; 119.102)
3. LAMAD, talvez a única palavra que parece enfocar o objeto da compreensão , porém expressa também com muita nitidez o desenvolvimento de técnicas de guerra (Dt 4.5,18;Ed 7.10;Jr 32.33;2 Sm 22.344; Sl 18.3,4).

Portanto, o incentivo à educação teológica é uma constante no A T. Podemos ainda tomar como exemplo o Salmo 78.3-7, onde o povo de Deus promete que vai ensinar fielmente a cada geração vindoura “os feitos gloriosos do Senhor”(v. 4). Encontramos várias citações indicando que o próprio Deus é o verdadeiro professor, por ex.: Is 30.20, onde seu povo é incitado a buscar instrução nEle e em sua Palavra. (Sl 78.1; 119.27; Is 8.19,10;54.13; Jr 31.33-34).

II. A Educação Religiosa no Novo Testamento.

O Novo Testamento reúne os acontecimentos do A T e gera novos acontecimentos objetivando a educação. Toda teologia do Novo Testamento é direcionada para educação. Essa é a constante meta de Deus. Em um sentido bem real, a educação do A T preparou o caminho para o programa didático do N T. Jesus é o destaque, o Mestre por excelência. Tanto através de exemplos como por mandamentos, Jesus enfatiza a importância do ministério da educação . Ele próprio era fundamentalmente um Mestre, vindo de Deus( Jo 3.2). Durante sua missão terrena, era chamado de “Mestre” com mais freqüência que qualquer outra designação. Nos quatro evangelhos, é mencionado como Mestre oitenta e nove vezes; como pregador, apenas doze vezes. Naturalmente, sua doutrina e pregação se fundiam, mas sua obra didática era fundamental em tudo o que fazia. A maior escola que já existiu consistia em ter a Jesus como professor e os doze apóstolos como alunos. Ele também ensinava as multidões. Os seus principais métodos constituem o ideal em direção do qual os educadores devem empenhar-se.

Esse princípio de Educação religiosa continua em todo Novo Testamento. Há uma convocação do próprio Cristo na chamada “grande comissão” em Mt 28.19,20. Em Atos 2.42, vemos que a Igreja primitiva cumpria sua missão de ensinar. O ensino era tão profundo que “em cada alma havia temor.” .

O Apóstolo Paulo, depois de sua experiência com Cristo, segue o mesmo método didático, gerando discípulos e incitando-os ao estudo e à educação. Escrevendo ao seu filho Timóteo, ele diz: “Persiste em ler, ensinar e exortar, até que eu vá” ( I Tm 4.13). Com essas palavras o apóstolo mostra um caminho pedagógico para o jovem pastor no exercício da educação religiosa:

1. Prósekhe; o tempo presente do verbo pede uma ação contínua, traduzido como “persiste, aplica-te”.
2. Anagnósei ,“leitura”. Usada como verbo, implica numa sábia escolha de passagens a serem lidas; leitura audível, o poder de expor corretamente.
3. Paraklései , exortação, encorajamento, a mesma raiz de consolador
4. Didaskalia, ensino, doutrina.

O Apóstolo Paulo, com essa instrução a Timóteo, criou um vocabulário para a responsabilidade educacional. Primeiramente sinaliza o dever da aprendizagem através da leitura ou estudo e depois, a missão de educar, ensinando o que se aprendeu. Esse pensamento está em concordância com os princípios ensinados por Jesus; pois, primeiramente, ele chamou: “vinde a mim...”, conf.( Mt 11.28 a) ; “vinde após mim...”, conf. ( Mt 4.19 a); “ficai, porém, na cidade de Jerusalém...”conf.( Lc 24.49 b).etc. Depois os envia conforme vemos em (Mc 16.l5 ) “Ide por todo mundo...”; e (Mt 28.19), “Ide e ensinai todas as nações...”

Dentro desses princípios, o IBP-INSTITUTO BÍBLICO PENTECOSTES, cumprindo sua missão de ensino e valorizando o “vinde” de Jesus, dá mais um passo para formação de obreiros através curso a distância. Com uma grade curricular direcionada para missão e pastoral, e com uma carga horária equivalente aos melhores cursos, dá mais uma oportunidade àqueles que receberam o “chamado ministerial” e anseiam obedecer primeiramente o “vinde” de Jesus, no objetivo de praticar a educação religiosa com sucesso, dentro do tempo disponível de cada um. Assim entendemos que estamos inseridos no processo educacional de Deus.

Pr. José Elias Croce
Diretor do IBP – Instituto Bíblico Pentecostes

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O amigo da onça


O amigo da onça é um personagem criado em 1943 pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão. Foi publicado pela primeira vez na revista O Cruzeiro. O nome do personagem veio de uma anedota que envolve dois caçadores. Um pergunta para o outro:
- O que você faria se estivesse na selva e uma onça aparecesse em sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com mo meu facão.
- E se não tivesse um facão?
-Apanhava um pedaço de pau.
-E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
-Subiria numa árvore mais próxima.
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
-Afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Que neste tempo de tantas felicitações de uns para com os outros e possíveis construções de amizades e encontros de antigos “amigos”, saibamos detectar o “amigo da inça”. Eles estão por toda a parte, portanto, tome cuidado. Apesar de tudo isso, “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado que um irmão” (Pv 18.24). Esse, jamais irá te colocar em dificuldades diante das onças!
Que o Senhor te guarde do amigo da Onça!
Shalom….
Pr Elias Croce