quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tendências Heréticas Hodiernas

Estamos vivendo épocas difíceis no que tange a heresias, e com a brevidade da volta de Cristo elas se avolumam cada dia mais. Como já sabemos, os autores de todas heresias sempre foram os demônios, pois eles têm a missão especial de preparar o caminho do Anticristo; mas o Espírito Santo, que prepara a Igreja para o arrebatamento nos adverte acerca das tendências maléficas desses últimos dias, conf. I Tm 4.1. Nosso propósito neste artigo é descrever sucintamente as ramificações heréticas desses tempos difíceis e suas origens.

1. Tendências heréticas dos últimos tempos: As seitas sempre existiram, são tão velhas quanto aos demônios, pois, desde os primórdios do cristianismo, a Igreja lutou verazmente contra os heréticos que comumente se manifestavam no seio da Igreja conf. (Gl 1.6; 2 Ts 2.3,7; 1 Tm 1.3,4; Jd 1.3-19 etc.) entretanto, nestes últimos dias, o espírito do Anticristo inspira multidões, usando todos os meios possíveis para que haja menos conversões ao cristianismo puro ( 1 Jo 2.18-20). Isso acontece através de um cristianismo apóstata e crescente bem diante de nossos olhos, que parece com crentes, cantam como os crentes, falam línguas como os crentes e até profetizam, mas sem compromisso com Deus e com a Bíblia (Mt 24.4,5). Nesse cristianismo, vale tudo, pois eles não sabem o que significa renúncia; o que importa é o coração.

a) A apostasia da fé. De acordo com I Tm 4.1 "...alguns apostatarão da fé...". No grego a palavra é “aphistemi”, que significa "levar `a revolta, desviar, afastar-se, apostatar". Esse verbo significa rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira; perder a primeira fé, repelindo-a em favor de outra crença . Assim como no cristianismo primitivo muitos desviaram-se da fé envolvendo-se com o gnosticismo cristão, também acontece em larga escala nos dias atuais. Esse desvio da fé, representa Teologicamente o desvio do sistema de doutrinas e crenças do cristianismo, (II Tm 4.3-5).

b) Abandono da Bíblia. Quando falamos de abandono da Bíblia, estamos nos referindo a falta de estudo sistemático, ausência nas Escolas Dominicais e desinteresse total. Tais pessoas acreditam mais no que os outros dizem e se alimenta das "bolotas" heréticas nos livros espúrios que questionam e desrespeitam o texto sagrado. Quando Deus usa alguém exortando-os a lerem a Bíblia, eles dizem que não tem tempo ou que não possuem paciência necessária; entretanto possuem paciência para novelas, filmes, jornais, e comentários extra-bíblicos. Ultimamente, infelizmente, muitos crentes estão trocando a leitura Bíblica por outras leituras e essa prática é uma presa fácil para aceitação de heresias. Na verdade as heresias não se manifestam com o nome de heresias, normalmente são assuntos atrativos e interessantes, que só podem ser refutados com o devido conhecimento bíblico. (II Tm 3.14-17).

c) Abandono da simplicidade que há em Cristo: De acordo com II Co 11.3, o Apóstolo Paulo exorta a Igreja a permanecer na simplicidade que há em Cristo. Simplicidade é a tradução da palavra grega: " Aplotes", que significa singeleza , sinceridade, retidão; estando em mira uma sincera devoção a Cristo. O Apóstolo mostra que a serpente usou de astúcia para enganar Eva. Astúcia no original é "panourgia" significando muitas formas de obras sutis, astutas. Há nessa palavra a idéia de uma sabedoria negativa e destrutiva, diabolicamente empregada. Satanás sempre foi o grande mestre dessa forma contrária de sabedoria, e Paulo reputava os falsos apóstolos como excelentes aprendizes dos caminhos tortuosos de Satanás.

2.Tendências heréticas do povo brasileiro. A cultura brasileira favorece exageradamente o sincretismo religioso. Dificilmente se encontrará outro país em que, cultura, tenham se mesclado com tamanha facilidade. No Brasil, mais do que em qualquer lugar do mundo, o negro, os europeus e os nativos deixaram de ser africanos, brancos e índios para sumirem simplesmente uma nova identidade, a brasileira. Se esta peculiaridade ajudou para que o Brasil tivesse uma só língua, contribuiu também para que nascesse uma religião sincrética com muitas heresias.

a) o crescimento das crendices: Conforme o dicionário Aurélio, crendice significa: "crença popular absurda e ridícula; crendeirice; superstição". Essa tendência é cada vez mais crescente, pois está impregnada na religiosidade do povo brasileiro e em muitos arraiais evangélicos. Tomamos como exemplo o próprio catolicismo, que se diz uma religião cristã, mas adota como padroeira uma imagem pescada no Rio Parnaíba, fundam uma cidade com o seu próprio nome e a tornam o centro das mais absurdas crendices. O maior centro idólatra do país e isso com anuência do Vaticano. A Palavra de Deus diz: "Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor”. Não a Senhora!

b) Os "gurus" brasileiros: A Palavra guru vem do hindu, e quer dizer: "venerável" um mestre ou guia espiritual que congrega à sua volta seguidores, as vezes fanáticos etc. Temos muitos desses no Brasil que infelizmente desviam o povo de Deus através de sua popularidade e seus escritos místicos. O Povo brasileiro precisa aprender que só quem pode salvar é Jesus. (Jo 14.6). Esses "gurus" a quem muitos o seguem como se fosse Deus, são instrumentos de Satanás, preparando o mundo para chegada do Anticristo. (II Ts 2. 6-10).

c) A religiosidade mística e supersticiosa do Brasil: Nessa religiosidade, lugares, objetos, frases pré-elaboradas, e pessoas têm valores sobrenaturais. Daí vê-se no Brasil tantos lugares de romarias. Observa-se que no catolicismo, espiritismo e protestantismo há intercessores (vivos ou mortos) que desfrutam de maior favor diante de Deus, cujas orações resolvem todos os problemas da vida. No Brasil publicam-se orações prontas nos jornais e os evangélicos ensinam a recitar o Salmo 91 em caso de opressão demoníaca. "Como se este Salmo tivesse mais poder que o restante da Bíblia". Observa-se que as fitinhas do Senhor do Bonfim penduradas no espelho retrovisor de um carro tem os mesmo similares no espiritismo com colares protetores do mal olhado e no protestantismo com os recentes adesivos nos automóveis que dizem enigmaticamente: "Está amarrado!".

Lamentavelmente o nosso país é vítima de todos os tipos de heresias, aliás, elas já estão globalizadas. A América Latina gravita culturalmente em torno dos EUA, que é o campeão das heresias. Sabemos que não é possível erradicar as heresias porque elas fazem parte de um sistema maligno e perverso, que dominará o mundo através de seu comandante, o Anticristo. Contudo, salientamos que o único meio eficaz de combater as heresias, é o conhecimento sistemático da Palavra de Deus. O crente que não valoriza o estudo da Bíblia será presa fácil para o sistema herético global do Anticristo. Amemos mais a Palavra de Deus!

Pr. José Elias Croce

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fundamentos para educação religiosa

Teologia e educação são duas palavras que se casam, pois toda boa educação vem de Deus e toda Teologia é educação. Há um grande interesse de Deus em despertar vidas que se dediquem ao estudo sistemático de sua palavra e que sejam teólogos- educadores. Esse interesse divino é acentuado em várias passagens bíblicas tanto no A T, como no N T.

I. A Educação Religiosa no Antigo Testamento

Nas Escrituras hebraicas, a principal palavra que significa ensinar ou educar é “Torah - É interessante observar que esta palavra também significa “lei”. Deriva-se de um verbo que significa “apontar, mostrar e orientar”. Um novo verbo, mais recente, significa “disciplinar, corrigir, admoestar”. Outros termos atribuídos à educação, no Antigo Testamento, expressam idéias de discernimento, sabedoria, conhecimento, iluminação, visão, inspiração e nutrição.

Cada vez que se ensina alguma coisa, destaca-se a prioridade da “vida” , que é o ponto de partida para toda forma de educação. O ensino do A T não é aplicado apenas para o desenvolvimento do intelecto, mas para comunicar e ensinar a viver de acordo com suas crenças e necessidades. Além da palavra “Torah”, citada anteriormente, temos mais três palavras hebraicas que expressam a idéia de ensino no A T.:
1. YADAH , com significado semelhante a “vir a conhecer”. Inclui a idéia de que a experiência ensina. (Veja Jó 32.7).
2. YARAH, que significa: “mostrar, dirigir, ensinar”. Esta palavra tem uma importância prática bem definida, (Veja Sl 86.11;25.8; 119.102)
3. LAMAD, talvez a única palavra que parece enfocar o objeto da compreensão , porém expressa também com muita nitidez o desenvolvimento de técnicas de guerra (Dt 4.5,18;Ed 7.10;Jr 32.33;2 Sm 22.344; Sl 18.3,4).

Portanto, o incentivo à educação teológica é uma constante no A T. Podemos ainda tomar como exemplo o Salmo 78.3-7, onde o povo de Deus promete que vai ensinar fielmente a cada geração vindoura “os feitos gloriosos do Senhor”(v. 4). Encontramos várias citações indicando que o próprio Deus é o verdadeiro professor, por ex.: Is 30.20, onde seu povo é incitado a buscar instrução nEle e em sua Palavra. (Sl 78.1; 119.27; Is 8.19,10;54.13; Jr 31.33-34).

II. A Educação Religiosa no Novo Testamento.

O Novo Testamento reúne os acontecimentos do A T e gera novos acontecimentos objetivando a educação. Toda teologia do Novo Testamento é direcionada para educação. Essa é a constante meta de Deus. Em um sentido bem real, a educação do A T preparou o caminho para o programa didático do N T. Jesus é o destaque, o Mestre por excelência. Tanto através de exemplos como por mandamentos, Jesus enfatiza a importância do ministério da educação . Ele próprio era fundamentalmente um Mestre, vindo de Deus( Jo 3.2). Durante sua missão terrena, era chamado de “Mestre” com mais freqüência que qualquer outra designação. Nos quatro evangelhos, é mencionado como Mestre oitenta e nove vezes; como pregador, apenas doze vezes. Naturalmente, sua doutrina e pregação se fundiam, mas sua obra didática era fundamental em tudo o que fazia. A maior escola que já existiu consistia em ter a Jesus como professor e os doze apóstolos como alunos. Ele também ensinava as multidões. Os seus principais métodos constituem o ideal em direção do qual os educadores devem empenhar-se.

Esse princípio de Educação religiosa continua em todo Novo Testamento. Há uma convocação do próprio Cristo na chamada “grande comissão” em Mt 28.19,20. Em Atos 2.42, vemos que a Igreja primitiva cumpria sua missão de ensinar. O ensino era tão profundo que “em cada alma havia temor.” .

O Apóstolo Paulo, depois de sua experiência com Cristo, segue o mesmo método didático, gerando discípulos e incitando-os ao estudo e à educação. Escrevendo ao seu filho Timóteo, ele diz: “Persiste em ler, ensinar e exortar, até que eu vá” ( I Tm 4.13). Com essas palavras o apóstolo mostra um caminho pedagógico para o jovem pastor no exercício da educação religiosa:

1. Prósekhe; o tempo presente do verbo pede uma ação contínua, traduzido como “persiste, aplica-te”.
2. Anagnósei ,“leitura”. Usada como verbo, implica numa sábia escolha de passagens a serem lidas; leitura audível, o poder de expor corretamente.
3. Paraklései , exortação, encorajamento, a mesma raiz de consolador
4. Didaskalia, ensino, doutrina.

O Apóstolo Paulo, com essa instrução a Timóteo, criou um vocabulário para a responsabilidade educacional. Primeiramente sinaliza o dever da aprendizagem através da leitura ou estudo e depois, a missão de educar, ensinando o que se aprendeu. Esse pensamento está em concordância com os princípios ensinados por Jesus; pois, primeiramente, ele chamou: “vinde a mim...”, conf.( Mt 11.28 a) ; “vinde após mim...”, conf. ( Mt 4.19 a); “ficai, porém, na cidade de Jerusalém...”conf.( Lc 24.49 b).etc. Depois os envia conforme vemos em (Mc 16.l5 ) “Ide por todo mundo...”; e (Mt 28.19), “Ide e ensinai todas as nações...”

Dentro desses princípios, o IBP-INSTITUTO BÍBLICO PENTECOSTES, cumprindo sua missão de ensino e valorizando o “vinde” de Jesus, dá mais um passo para formação de obreiros através curso a distância. Com uma grade curricular direcionada para missão e pastoral, e com uma carga horária equivalente aos melhores cursos, dá mais uma oportunidade àqueles que receberam o “chamado ministerial” e anseiam obedecer primeiramente o “vinde” de Jesus, no objetivo de praticar a educação religiosa com sucesso, dentro do tempo disponível de cada um. Assim entendemos que estamos inseridos no processo educacional de Deus.

Pr. José Elias Croce
Diretor do IBP – Instituto Bíblico Pentecostes

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O amigo da onça


O amigo da onça é um personagem criado em 1943 pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão. Foi publicado pela primeira vez na revista O Cruzeiro. O nome do personagem veio de uma anedota que envolve dois caçadores. Um pergunta para o outro:
- O que você faria se estivesse na selva e uma onça aparecesse em sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com mo meu facão.
- E se não tivesse um facão?
-Apanhava um pedaço de pau.
-E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
-Subiria numa árvore mais próxima.
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
-Afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Que neste tempo de tantas felicitações de uns para com os outros e possíveis construções de amizades e encontros de antigos “amigos”, saibamos detectar o “amigo da inça”. Eles estão por toda a parte, portanto, tome cuidado. Apesar de tudo isso, “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado que um irmão” (Pv 18.24). Esse, jamais irá te colocar em dificuldades diante das onças!
Que o Senhor te guarde do amigo da Onça!
Shalom….
Pr Elias Croce

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Cristo

O EXTRAORDINÁRIO CRISTO QUE NOS ATRAI...

Maravilha-me o fato impressionante e cativante de Cristo! A multidão, cativada, levantava de madrugada e saía à procura daquele homem extremamente fascinante! Por que sentiam atraídos por Cristo? Porque viam algo além de um carpinteiro, algo mais do que um corpo surrado pela vida. Enxergavam nEle aquilo que os olhos não conseguiam penetrar.

O Mestre os colocou numa escola sem muros, ao ar livre. E, por estranho que pareça, nunca dizia onde estaria no dia seguinte, onde seria o próximo encontro, se na praia, no mar, no deserto, na montanha, no pórtico de Salomão ou no templo. O que indica que Ele não pressionava as pessoas a segui-lo, mas desejava que elas o procurassem espontaneamente: “quem tem sede vem a mim e beba” (Jo 7.37)
FELIZ CRISTO!
SHALOM!
Pr. Elias Croce

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O pecado da pedofilia


PEDOFILIA

Termo que vem da palavra grega: “PAIDÓPHILOS”, “Aquele que gosta de crianças, ou melhor: “Perversão sexual em que o adulto experimenta sentimentos erótico em relação a criança”. Em síntese, podemos classificar como uma perversão sexual.

O termo grego para criança é “PAIDION”. e “PAIDEUO”, quer dizer “instruo”, treino, educo. Dessas expressões originou-se o termo: Pedofilia, que vem Paidia + Fhilia, formando a palavra “Pedofilia”, que tomou uma conotação depravada em nossa cultura, de acordo com nossos dicionários. Paidia=criança e Fhilos=amor: “Amor às crianças”. Parece um termo bonito, entretanto é um amor erótico e doentio com tendências pervertidas.

Não temos na Bíblia a Palavra em si, mas há uma longa exposição de que Deus condena pecados sexuais, classificados como obras da carne e perversão sexual (Gal 5.19-21).

1. PORNEIA. Palavra que foi traduzida na ARC como Fornicação e na ARA: “Prostituição” Outras traduções: “Imoralidade sexual”. Gosto mais desta possibilidade de tradução, onde posso incluir o pecado de pedofilia.

É uma palavra usada para relações e relacionamento sexual ilícito e imoral. O grande erro básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas.

Pornéia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas.

É significativo o fato de que é este pecado que Paulo começa. A vida sexual do mundo greco-romano nos tempos do NT era um caos sem lei. Uma época em que a vergonha parecia ter sumido da terra. Quando a frouxidão moral grega invadiu Roma, tornou-se tristemente mais grosseira. Hiberina, diz Juvenal, não se sente mais satisfeita com um só homem, do que se sentira com um só olho. As mulheres romanas, diz Sêneca, casavam-se para serem repudiadas, e divorciavam-se para casar-se de novo. Algumas delas distinguiam entre os anos, não pelos nomes dos cônsules, mas pelos nomes dos seus maridos. A Inocência, diz Sêneca, não é rara: é não-existente.

A sociedade, desde o mais alto escalão até o mais baixo, era cheia de homossexualidade. Este foi um vício que Roma aprendeu da Grécia. J.J. Chapman diz que na Grécia esta degeneração “não era pessoal, mas racial” até se tornar inerente e arraigada”. Assemelha-se a um fungo nojento que se espalha resolutamente pela floresta.

2. A Pedofilia no meio dos Filósofos: Num dos seus diálogos, Luciano faz Lícino narrar: “Seria melhor não necessitar do casamento, mas seguir Platão e Sócrates e contentar-se com o amor de meninos”. (Luciano: Os lapitas 39). Em outro diálogo Luciano traz para o palco a figura a figura que representa Sócrates. “Eu sou amante dos meninos”. Diz ele, “e sábio em questões do amor”. “Qual é a sua atitude para com os meninos bonitos?” Perguntaram a ele, “Seus beijos”, responde, “serão o galardão para os mais corajosos depois de terem realizado alguma proeza esplêndida e ousada”(Luciano: Filosofias à Venda 15,17).

O simpósio de Platão é classificado como uma das grandes obras de literatura. Seu assunto é o amor, mas é o amor homossexual. Fedro começa o assunto: “Não conheço”, diz ele, “qualquer bênção maior que um jovem que está principiando a vida do que um amante virtuoso, ou, para o amante, do que um menino querido”. (Platão: simpósio 178 D).

Dessa forma poderíamos descrever textos e mais textos de situações de perversões sexuais reinante nos tempos de Roma e Grécia. Havia uma depravação generalizada com desvios pervertidos como é o caso dos pedófilos da atualidade. Na verdade, o demônio é o mesmo, assim como ocorre com algumas seitas. Pode-se mudar ligeiramente os nomes como podemos nas sinalizações dos textos filosóficos como “amor dos meninos etc”, entretanto o demônio é o mesmo.

Deve ser notado que todas as evidências que aludimos a respeito da imoralidade sexual indescritível do mundo contemporâneo com o Novo Testamento provêm, não dos escritores cristãos, mas dos pagãos que estavam enojados consigo mesmos.

Paulo coloca-se contra essa imoralidade sexual. Espanta-se com o fato de que os Coríntios não estão horrorizados diante do caso do homem que está coabitando com a esposa do seu pai (I Co 5.1). Deste pecado o homem deve se arrepender-se, senão sua chamada vida cristã é uma zombaria. (2 Co 12.21).

O Cristianismo teve de enfrentar uma situação onde, em muitos casos, a prostituição era vinculada com a religião. Havia muitos templos que tinham suas multidões de prostitutas sagradas. O Templo de Afrodite em Corinto tinha milhares delas, e desciam para as ruas da cidade para exercer a sua profissão ao cair da tarde. O Cristianismo tinha de enfrentar uma situação em que a religião e a imoralidade sexual andavam juntas.

Ninguém precisa ficar atônito porque Paulo começa sua lista das obras da carne com os pecados sexuais. Ele vivia num mundo onde tais pecados grassavam, e naquele mundo o cristianismo trouxe aos homens um poder quase milagroso para viver em pureza.

3. AKATHARSIA. Outra palavra grega relacionada nas obras da carne como “pensamentos impuros”, “desejos imundos” “Motivos baixos”, “Indecência”, imoralidade sexual. Em suma, “representa uma depravação moral que dá nojo à pessoa que presencia”.

Podemos concluir que não só o caso da pedofilia, que ronda a vida de cantores famosos ou religiosos, como temos visto na imprensa, mas outros pecados nos quais nossa sociedade “satanizada” ou “demonizada” procura defender concedendo “direitos” como é o caso dos “gays”. Claro que não se chegou ainda a tanto de querer legalizar a Pedofilia, entretanto, procuramos provar historicamente, que apesar de ser um pecado condenado e classificado como a mais alta perversão sexual, tem caminhado através da história dos homens disfarçadamente. Chegou a hora da Igreja do Senhor Jesus colocar esse demônio para correr.

A Palavra de Deus continua sendo clara e específica em relação a esse pecado: “Os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus”. (Gl 5.21).

Shalom! Pr. Elias Croce

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Culto e o Show

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” ( 2 Tm 3.1).

A palavra “trabalhoso” advém do termo grego: “chalepós”, com o sentido de: severo, selvagem, difícil, perigoso, doloroso, feroz, cruel e difícil de lidar”. Descreve uma sociedade que é desprovida de virtude,mas abundante de vícios.

À medida que nos envolvemos com o sagrado, vamos também visualizando o que de fato é sagrado. Isto, não porque insinuamos ser mais corretos que outros, mas através de uma sintonia mais apurada com a Palavra de Deus nossos olhos se abrem para aquilo que de fato se reveste da veracidade divina.

Nesses “tempos trabalhosos” em que estamos vivendo e com a crescente Igreja que não é novidade em nosso país, muitas coisas que considero no mínimo estranha vem crescendo de forma assustadora. Refiro à confusão que sorrateiramente vai tomando espaço em nosso meio concernente aquilo que consideramos de mais sagrado, isto é, o ato de cultuar a Deus.

Lamentavelmente está havendo uma confusão: Estão transformando o culto em show. Seria isso legítimo? Mas para se ter uma visão mais ampla precisamos de algumas definições teológicas referente ao que entendemos como culto e aquilo que entendemos como show.

1. O que é culto? Culto é adoração a Deus e independe de um animador. Deve ser algo pessoal e convicto. Jamais quem cultua deve ser cultuado. Essa prerrogativa só pertence a Deus. O culto é como uma gota de orvalho em busca do oceano do amor divino. É uma alma faminta diante do celeiro espiritual; é uma terra sedenta clamando por chuva; é uma ovelha tresmalhada no deserto, balindo em busca do Bom Pastor; é um coração faminto em busca do amor; é uma alma buscando sua contraparte; é o filho pródigo correndo para a casa do Pai, enfim, é o homem subindo as escadas do altar de Deus.

a) Adorar significa render-se a Deus. O Novo Testamento destaca a palavra “adorar” (proskynéo) no grego. Originalmente significa “beijar”. Entre os gregos era um termo técnico que significava “adorar aos desuses”, dobrando os joelhos ou se prostrando. Beijar a terra ou a imagem em sinal de adoração, acompanhava o ato de prostrar-se no chão. Colocar nessa posição comunicava a idéia básica de submissão. O gesto de curvar-se diante de uma pessoa e ir até o ponto de beijar seus pés, quer dizer: “reconheço a minha inferioridade e a sua superioridade; coloco-me à sua inteira disposição.

b) A inutilidade do ajuntamento que alguns chamam de cultos. Mais do que inútil é o culto que desconhece Aquele a quem devemos submissão e lealdade; por isso, o grau de beleza de um culto, número de adoradores ou a sua antiguidade, não tem importância se o adorador não estiver em contato vital com o único Deus (Mt 4.10).

c) O culto é essencialmente acompanhado de Reverência. (Hb 12.28). Deve ser com “Reverência e Piedade”. O Termo grego: “Eulábeia”, refere-se ao cuidado, respeito e ao ato de inclinar-se. Deus espera que tenhamos “espírito reverente”; virtude praticamente impossível quando se está em um show. A Palavra de Deus nos adverte: “…Guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus…” (Ec 5.1ª). Parafraseando: “Guarda os teus ouvidos; os teus olhos; tuas mãos; tua mente; e teu coração, para que sejam agradáveis a Deus”. Outras referências pertinentes: Ex 3.5;Js 5.15;Sl 89.7 etc.


2. O que é show? De acordo com o Dicionário da língua Portuguesa Show é: “Exibição, festa, espetáculo de variedades, com fundo musical”. Hoje há uma multidão que prefere mais o show. Este é mais divertido e pode expressar o que lhe convém no momento. Muitos têm admitido no “culto”, fogo estranho, isto é, fogo de entusiasmo, fabricados por animadores de platéia. Lamentavelmente o show está tomando o lugar do culto e o que me impressiona é que dá a entender que todo mundo está concordando com essa vergonha. Não tenho nenhuma restrição em afirmar que o “culto show” é falso culto. Deus não está nesse negócio. No lugar do pastor surge o “apresentador” com palavras de ordem nos moldes de um apresentador mundano, que apenas quer agradar a platéia e ser reconhecido como “grande”.

a) Esse “culto show” é sempre voltado para impressionar. Certo estudioso pontuou que “quanto mais pompa, menos poder”. A busca desenfreada de pompas pode ser uma compensação psicológica de um vazio espiritual. Assim foi na época de Malaquias.


b) Precisamos enfrentar essa situação. Pra isso é necessário uma profunda convicção, fé inamovível e que se põe contra todas as evidências. Exige-se atitude e definição, bem como apego à verdadeira espiritualidade contra os pseudos “fogos” das armadilhas psicológicas que não se deixam impressionar pelas manifestações que visam enganar os incautos. Que Deus nos encha de sabedoria para termos vitória nesta luta. Não se engane meu amado (a), culto não pode ser show e jamais o será. Na verdade não tem nada a ver com show. Não se apegue a grandeza humana, mas a grandeza de Deus. Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade.

c) O Show é acompanhado de Movimentação. Gritarias, assobios, vaias e irreverências de todos meios que se possa imaginar. É imbuído até de palavras de ordem objetivando exaltar políticos, artistas etc.

d) O Show é acompanhado de atitudes irreverentes. As pessoas comem, bebem mascam chicletes, inclusive no palco, pulam e gritam e aclamam políticos etc.

Com essas pinceladas podemos concluir que não há nada de semelhante entre um culto e um show. Apesar de muitos insinuarem que estejam arrastando multidões para as praças ou templos, infelizmente, nada tem a ver com o culto e sim com o show. A falta de atenção no culto é o mesmo que falta de consideração; descortesia. Miguel Rizzo, referindo-se ao culto divino, escreve o seguinte: “É preciso que haja ambiente próprio para ele seja proveitoso. Isso é fácil de entender. A atitude mental de quem cultua a Deus é diferente daquela de uma pessoa que esteja numa festa tumultuosa, entregando-se à alegria mundana”. Para que haja proveito espiritual no culto é necessário quer haja uma disposição misteriosa, que dorme no íntimo da alma se desperte. Que o Senhor nos ajude a não confundir o culto com o show. Adoremo-Lo em espírito e em verdade.

Shalom...
Pr. Elias Croce
Acesse também: http://www.eliascroce.com.br/

domingo, 13 de dezembro de 2009

Reflexão sobre unidade da Igreja


“...Para que todos sejam um...” (JO 17.22)

Nenhum assunto tem recebido hoje em dia tanta atenção entre os ramos e divisões da Igreja Cristã como o da unidade da Igreja. Sobre ele tem-se escrito, falado e pregado. Todos concordamos, que a Igreja Cristã deveria ser Uma e que esse é o propósito de Deus. Além disso, devemos concordar ter sido uma tragédia a entrada de divisões na Igreja. Devemos considerar o cisma como uma falta grave. Nesse ponto estamos todos de acordo. Entretanto, devemos também mostrar que há muita confusão e desacordo quanto ao que constitui a unidade, sua natureza e o modo pelo qual ela deve ser obtida.

A Palavra de Deus é enfática quanto à necessidade de se viver em união. “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1), por outro lado a vida ensina que grandes vitórias sempre foram alcançadas mediante a conjugação de esforços, no sentido de unir propósitos, objetivos e, principalmente quando as pessoas estão envolvidas no embate.

O individualismo tem sido classificado como um mal dos séculos e dessa forma influenciado as atitudes de muitas pessoas. Vivemos a época do “cada um para si”, em que muitos estão “enclausurados” dentro de si mesmos, lutando com todas suas forças para que as glórias e honras sejam para eles mesmos, sinalizando com muita eficácia o disfarce de que a glória seria de Jesus, e ai de quem contestar!

Jesus podia muito bem ter realizado o Seu ministério terreno sozinho, mas chamou doze apóstolos para acompanhá-Lo. Pedro, Tiago e João sempre estavam juntos. Jesus mandou os discípulos de dois a dois. Paulo sempre tinha alguém lhe acompanhando, ora era Barnabé, ora Silas. Existem muitos outros exemplos de verdadeiras parcerias de sucesso nas páginas sagradas.

Uma das palavras chaves na intercessão de Cristo foi “para que todos sejam um”, demonstrando a permanente necessidade da Unidade de sua Igreja. Entrementes, temos visto uma situação alarmante quanto a Unidade. A multiplicidade denominacional é o reflexo do individualismo existente no meio Evangélico: Todos os dias surgem “novas denominações”, com o pretexto de que seja uma “Nova Igreja de Cristo”, quando na mente de Cristo só existe uma Igreja que ele mesmo fundou. Pode surgir um número infindo de outras Igrejas, mas não Igreja corpo de Cristo. Todavia, essa explosão denominacional manifesta-se com “novas revelações”, “novas iluminações” e supostos pretextos de que a antiga denominação desviara-se da verdade. Não quero dizer que seja proibitivo o surgimento de novas denominações, porém é sempre necessário verificar suas origens; pois o que me parece é que tais surgimentos sinalizam a falta de unidade, ficando mais nítido quando uma denominação que se diz Evangélica se instala bem em frente à outra.

Com esse “avanço”, temos o desprazer de passar por certos irmãos, estender a mão ou saudar com o tradicional “a paz do Senhor”, e não ser correspondido, pelo fato do outro se achar “mais santo”.

Esse é apenas um lado dessa enfermidade, entretanto, há uma gravidade mais aguda quando existe uma fragmentação da unidade no seio da Igreja, isto é, da congregação, do ministério, campo ou convenção etc. Se não houver unidade, não pode haver avivamento real, crescimento sadio, expansão missionária etc.

Apesar do assunto Unidade ser constantemente discutido e até mesmo escrito, constatamos que não existe uma Teologia da Unidade no meio do povo de Deus. É difícil encontrar um texto de Teologia Sistemática que contenha uma Teologia da Unidade. Fragmentos de pequenos textos não são difíceis, mas uma teologia organizada, é coisa rara no meio Evangélico. Talvez porque seja difícil exercitar a unidade, mas a Palavra de Senhor continua soando em nossos ouvidos: “Para que todos sejam um”.

Almejamos que sejamos profundamente tocados pelo Espírito de Deus através desta reflexão sobre a Unidade, pelo fato de ser uma doutrina bíblica e imposta pelo próprio Deus, referendada na oração sacerdotal de Cristo: Para que todos sejam um. Quando todos forem um, abalaremos o mundo com o Evangelho de Jesus Cristo. Avancemos então no estudo e compreensão da Unidade. EXTRAIDO DO LIVRO A DOUTRINA BÍBLICA DA
UNIDADE, DE AUTORIA DO PR JOSÉ ELIAS CROCE

Pr. Croce. Shalom!