domingo, 13 de dezembro de 2009

Reflexão sobre unidade da Igreja


“...Para que todos sejam um...” (JO 17.22)

Nenhum assunto tem recebido hoje em dia tanta atenção entre os ramos e divisões da Igreja Cristã como o da unidade da Igreja. Sobre ele tem-se escrito, falado e pregado. Todos concordamos, que a Igreja Cristã deveria ser Uma e que esse é o propósito de Deus. Além disso, devemos concordar ter sido uma tragédia a entrada de divisões na Igreja. Devemos considerar o cisma como uma falta grave. Nesse ponto estamos todos de acordo. Entretanto, devemos também mostrar que há muita confusão e desacordo quanto ao que constitui a unidade, sua natureza e o modo pelo qual ela deve ser obtida.

A Palavra de Deus é enfática quanto à necessidade de se viver em união. “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1), por outro lado a vida ensina que grandes vitórias sempre foram alcançadas mediante a conjugação de esforços, no sentido de unir propósitos, objetivos e, principalmente quando as pessoas estão envolvidas no embate.

O individualismo tem sido classificado como um mal dos séculos e dessa forma influenciado as atitudes de muitas pessoas. Vivemos a época do “cada um para si”, em que muitos estão “enclausurados” dentro de si mesmos, lutando com todas suas forças para que as glórias e honras sejam para eles mesmos, sinalizando com muita eficácia o disfarce de que a glória seria de Jesus, e ai de quem contestar!

Jesus podia muito bem ter realizado o Seu ministério terreno sozinho, mas chamou doze apóstolos para acompanhá-Lo. Pedro, Tiago e João sempre estavam juntos. Jesus mandou os discípulos de dois a dois. Paulo sempre tinha alguém lhe acompanhando, ora era Barnabé, ora Silas. Existem muitos outros exemplos de verdadeiras parcerias de sucesso nas páginas sagradas.

Uma das palavras chaves na intercessão de Cristo foi “para que todos sejam um”, demonstrando a permanente necessidade da Unidade de sua Igreja. Entrementes, temos visto uma situação alarmante quanto a Unidade. A multiplicidade denominacional é o reflexo do individualismo existente no meio Evangélico: Todos os dias surgem “novas denominações”, com o pretexto de que seja uma “Nova Igreja de Cristo”, quando na mente de Cristo só existe uma Igreja que ele mesmo fundou. Pode surgir um número infindo de outras Igrejas, mas não Igreja corpo de Cristo. Todavia, essa explosão denominacional manifesta-se com “novas revelações”, “novas iluminações” e supostos pretextos de que a antiga denominação desviara-se da verdade. Não quero dizer que seja proibitivo o surgimento de novas denominações, porém é sempre necessário verificar suas origens; pois o que me parece é que tais surgimentos sinalizam a falta de unidade, ficando mais nítido quando uma denominação que se diz Evangélica se instala bem em frente à outra.

Com esse “avanço”, temos o desprazer de passar por certos irmãos, estender a mão ou saudar com o tradicional “a paz do Senhor”, e não ser correspondido, pelo fato do outro se achar “mais santo”.

Esse é apenas um lado dessa enfermidade, entretanto, há uma gravidade mais aguda quando existe uma fragmentação da unidade no seio da Igreja, isto é, da congregação, do ministério, campo ou convenção etc. Se não houver unidade, não pode haver avivamento real, crescimento sadio, expansão missionária etc.

Apesar do assunto Unidade ser constantemente discutido e até mesmo escrito, constatamos que não existe uma Teologia da Unidade no meio do povo de Deus. É difícil encontrar um texto de Teologia Sistemática que contenha uma Teologia da Unidade. Fragmentos de pequenos textos não são difíceis, mas uma teologia organizada, é coisa rara no meio Evangélico. Talvez porque seja difícil exercitar a unidade, mas a Palavra de Senhor continua soando em nossos ouvidos: “Para que todos sejam um”.

Almejamos que sejamos profundamente tocados pelo Espírito de Deus através desta reflexão sobre a Unidade, pelo fato de ser uma doutrina bíblica e imposta pelo próprio Deus, referendada na oração sacerdotal de Cristo: Para que todos sejam um. Quando todos forem um, abalaremos o mundo com o Evangelho de Jesus Cristo. Avancemos então no estudo e compreensão da Unidade. EXTRAIDO DO LIVRO A DOUTRINA BÍBLICA DA
UNIDADE, DE AUTORIA DO PR JOSÉ ELIAS CROCE

Pr. Croce. Shalom!

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