segunda-feira, 2 de abril de 2012

QUEM IRÁ? A OUSADIA DO MISSIONÁRIO JIM ELIOT

Esse extraordinário missionário, nos idos de 1950 foi chamado para evangelizar uma tribo de índios equatorianos muito violenta conhecida como “huaorani”. Na língua deles, essa palavra significa “pessoas”, mas as outras tribos os chamavam de “Aucas”, que quer dizer selvagem.

As tribos circunvizinhas temiam os “Aucas”, porque eles eram extremamente sanguinários. Por vários séculos, matavam todos os estranhos que encontraram em sua região.

Pouco antes de Jim Eliot seguir para aquela aldeia, os indígenas haviam matado vários empregados da companhia petrolífera Shell. Entretanto, Jim Eliot achou injusto que muitas pessoas pelo mundo ouvissem o evangelho tantas vezes, enquanto que aquela tribo isolada não conhecia sobre a salvação, porque ninguém conseguia aproximar-se dela; e, atendeu o chamado de Deus, unindo-se a uma equipe missionária para tentar fazer contato com os “Aucas”. Jim Eliot pedia ao Senhor para ser usado para converter aquela tribo.

Em janeiro de 1956, Jim e uma equipe missionária, incluindo o piloto Nate Saint, Ed McCully, Peter Fleming e Roger Youderian, foram os primeiros a aproximarem-se da tribo. Eles haviam sobrevoado o lugar jogando presentes durante meses e até haviam aprendido palavras suficientes da língua indígena para enviar mensagens amigáveis. Então, sentiram que o momento oportuno para tentar um encontro pessoal havia chegado.

Entretanto, eles também haviam sido advertidos a respeito da selvageria dos Aucas e decidiram levar armas. O acordo era o seguinte: se fossem atacados, dariam tiros para o alto na esperança de assustar os índios, mas não atirariam diretamente contra eles, nem mesmo para salvar a própria vida. Dois dias após o contato inicial com os “Aucas”, ocorreu o ataque. Os missionários apontaram os revólveres para cima e dispararam, mas isso não deteve os guerreiros. Todos os cinco foram mortos.

As esperanças e o senhor de Jim Eliot de converter aquela tribo havia sido devastadas. Nenhum milagre aconteceu para salvar a vida dele, e era bastante improvável que pessoas tão hostis se convertessem a Jesus. Embora Jim tivesse orado com fé, crendo na salvação daqueles índios, sua missão foi um tremendo fracasso. Será mesmo?

Menos de três anos depois, a irmã de Nate Saint, Rachel, e a viúva de Jim Eliot, Elisabeth, voltaram ao acampamento dos Aucas. Elas passaram a morar ali. Os filhos de Jim Eliot cresceram entre os índios. Rachel e Elisabeth compartilharam o evangelho com aquele povo, forneceram cuidados médicos e começaram a desenvolver uma escrita para a língua dos nativos. Elas perceberam que os Aucas estavam muito abertos para ouvir sobre Jesus. Em pouco tempo, a maior parte da tribo já havia se convertido!

Por que isso aconteceu? Um dos índios que havia participado do ataque contra os missionários afirmou que, por vários séculos, eles haviam considerado que os estranhos fossem perigosos, porque praticamente todos os contatos com indivíduos de fora da tribo havia resultado em conflito. E tiveram a impressão de que com a equipe missionária não seria diferente.

Quando os guerreiros Aucas atacaram aqueles homens, perceberam que estavam armados e imaginaram que seu julgamento estava certo! Acharam que os missionários haviam se aproximado para matá-los. Mas, então, nenhum deles atirou nos índios, mesmo quando estes correram em sua direção com lanças. Os homens escolheram morrer sem fazer qualquer esforço para se defenderem, justamente para evitar ferir qualquer dos índios que desejavam evangelizar.

Naquele momento, embora tarde demais, os Aucas se deram conta de que os missionários teriam se tornado seus amigos, teriam morrido por eles; e, na verdade morreram, em vez de tirar a vida de qualquer deles. Quando Rachel e Elisabeth contaram aos índios sobre o evangelho de Jesus, eles compreenderam perfeitamente o sacrifício de Cristo, que entregou a vida para poupá-los da morte eterna.

O sonho de Jim Eliot se tornou realidade. O milagre pelo qual esperava ocorreu, mas não da maneira como havia planejado. Aconteceu muito depois de sua morte. Contudo, a maneira como ele morreu propiciou que aqueles índios ficassem sensíveis a Jesus.

Jim Eliot nos deixou um grande exemplo. Não importa o costume dos povos, a tarefa evangelística deve ser feita, independente se praticam o canibalismo ou se matam os que lhes são enviados. Independente de viver ou morrer, a missão evangelística é sempre mais importante, pois quando recebemos a Cristo, passamos da morte para a vida.

Deus ainda tem muitos povos para salvá-los e procura disponibilidade para sua tarefa mais urgente... Quem irá?

Shalom…Pr Croce.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O QUE DEFINE NOSSA COMUNHÃO E AMOR? (Rm 8.31-39).

É necessário que saibamos inteiramente definir e argumentar em todos os sentidos o porquê de sermos cristãos, e o poder desta comunhão e amor que pregamos e ensinamos. Essas virtudes devem ser como nossa respiração e alimentação. Sem elas não vivemos.

Como podemos definir a comunhão e o amor? Onde se encontram suas raízes? No texto de Paulo aos Romanos 8.31-39 podemos extrair seus fundamentos:

1. Nossa suficiência em Cristo. Ele nos completa em tudo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

2. Nossa Segurança Em Cristo. (v.33,34). ”Quem intentará acusação contra os filhos de Deus? É Deus quem os justifica. Somos assistidos por um invencível advogado.

3. Nossa Consistência em Cristo. (v.35). “Quem nos separará do amor de Cristo?” Consistência: Estado de resistência de um corpo. Estado líquido que tende para formar o sólido. Firmeza, força, solidez, coerência na exposição de ideias.

4. Nosso incondicional amor a Cristo. (v.36). Nosso estilo de vida. Tudo que ameaça esse amor a Ele o rechaçamos. Vamos às últimas conseqüências por esta causa, inclusive a morte.

5. Nossa vitória verdadeira. (37). “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amor”. A Palavra grega: Hypernikal, junção de HYPER (Além do mais) e NIKAO (Conquistar), descreve alguém que é “supervitorioso”, que conquista mais que uma vitória comum.

6. Nossa Comunhão e convicção. (vv.38-39). Nada nos separará dEle:

Nem a morte

Nem a vida

Nem os anjos

Nem principados

Nem potestades

Nem o presente

Nem o porvir

Nem altura

Nem profundidade

Nem alturas...

Acredito que essas virtudes definem bem nossa comunhão e nosso amor, primeiramente por Cristo e concomitantemente aos nossos irmãos. Todas essas coisas só podem ocorrer com aqueles que estiverem cheios do Espírito (Ef 5.18).

Shalom... Pr. Croce.

terça-feira, 27 de março de 2012

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI.

Pr. Elias Binja.

Extrato da mensagem pregada no dia 24/03/2012.

Missões e a Igreja Local.

Texto: Mc 3.7-19.

Introdução.

Não dá para acreditar que existam crentes que não façam missões. Ex: Qual é a essência da faca e da panela? Qual é a essência da Igreja? O que define a natureza da Igreja é fazer a missão que lhe foi confiada. Se houver algum crente sem esta mentalidade, tem apenas o nome de crente, mas é um “impostor”.

I - Vejamos o texto e seus ensinamentos para nossa vida:

“Jesus sobe ao monte e ora, e depois ao descer começa a nomear as pessoas, aqueles que ele mesmo quis” (v.3).

1. A Nomeação dos doze: (v.16-18). O que tem isso a ver com missões local?

2. Jesus Olha e vê três grupos:

a) O povão.

b) O grupo de demônios;

c) Os discípulos. Obs. Todos estavam misturados. Identifica a multidão, chama os discípulos e manda calar os demônios; mas chama para pertos os discípulos, por quê?

1º A multidão é o grupo mais paradoxo que existe. A multidão não tem cara, nem senhor, é apenas “multidão”. Ela tem apenas necessidades, e em nome desta necessidade todos vão longe. Essa multidão é muito parecida com os demônios. Exemplo: quando uma multidão fica em fúria porque o seu time perdeu, todos se misturam e não se identifica pessoas, mas a multidão. No meio dela podem estar muitas pessoas importantes, mas tornam-se multidão, sem nome, e perdem o senso da normalidade (inconsciente coletivo). A mesma multidão que clamava Hosana... Hosana, depois também clamou: Seja crucificado... Seja crucificado, isto é, o “inconsciente coletivo”.

2º Grupo: Os demônios. Quando os demônios louvam a Jesus, o fazem apenas para atrapalhar. Tem muita gente tomada por um espírito maligno, que tecem elogios, mas para atrapalhar e não para louvar de fato. Isso ainda ocorre em muitas Igrejas. Ocorre também em pessoas que entram na igreja e conversam durante todo o culto, principalmente na hora da mensagem. São demônios atuando dentro da igreja.

3º Grupo: Os discípulos. Jesus chama os discípulos pelo nome de cada um deles. Eles não são multidão. Ele os chama pelo nome. Os discípulos por mais numerosos que sejam, possuem um nome.

Multidão nesse contexto, não tem nada a ver com números, bem como os discípulos, nesse caso, multidão pode ser uma pessoa, e os discípulos podem ser muitos. Na multidão, temos o inconsciente coletivo, nos discípulos vemos o Espírito de Deus. Você é um discípulo ou multidão? Há multidão no seio da igreja, mas há também os discípulos. Não nos esqueçamos de que a igreja é uma mistura de trigo, joio, ovelhas, cabritos, pastores e impostores, são todos muito parecidos...

3.1. O Corpo de Cristo. Cristo é a cabeça e nós o corpo. Entretanto, nem tudo que está no corpo é do corpo. Ex: roupas, sapatos etc., estão no corpo, mas não são do corpo. Assim podemos entender que alguns membros são apenas ornamentos. Estão na igreja, mas não é igreja. Engraçado quando você levanta o braço, o paletó levanta junto..., está no corpo, mas não é do corpo.

Entenda isso: O projeto missionário verdadeiro começa dentro da igreja. O primeiro campo é a própria igreja, porque tem gente que só está lá, mas ainda não se converteu.

3.2 O que distingue os discípulos da multidão? (Mc 8.34). “A negação de si mesmo”. Vejamos as características de um discípulo:

1) Negação de si mesmo. Aquele que crucifica o “eu”. Embora Jesus dissesse que seria impossível que não viessem os escândalos (Lc 17.1-4). Qual é o fator determinante do discípulo? Aquele que possui a capacidade de perdoar... Esse é o diferencial. Isso significa dar nova chance ao que errou e aceitá-lo novamente. Na relação entre o ofendido e o ofensor, quem paga é o ofendido. Perdoar não é sentir, é decidir, isto é, doar a outra face. Só consegue perdoar aquele que negou a si mesmo.
Quem tem dificuldade para perdoar, ainda não é discípulos de Jesus.

2) O discípulo genuíno toma a sua cruz a cada dia: O que é isto? Humilhação e morte. Isto é, sofrer as injustiças que ainda não sofreu. Disposição para morrer todos os dias. Estar pronto para partir a qualquer instante.

Conselhos:

1º) A Chamada geral: “Vinde a mim, todos....”. Esta é a chamada para a multidão.

2º) A chamada para mais perto. A Chamada para permanecer. Começar é fácil, difícil é permanecer. Só faz missão aquele que permanece.

3º ) IDE. Destina-se àquele que permaneceu...

Quando você era um a criança, só pedia: “me dá ... me dá...me dá...”; mas quando chegou na ser mãe ou pai, as coisas mudaram, você é que deve dar, acompanhar, alimentar etc.

O primeiro chamado é para os bebês, mas o segundo chamado é para quem pode levar a mensagem... Em qual deles você se encontra?

O Evangelho será pregado quer aceitemos ou não. Jesus pediu que vivêssemos de tal maneira, que todos percebessem que Jesus é bom. O mundo precisa ver quem é Jesus em nossa vida. A questão mais importante está no nosso modo de viver. Os melhores pregadores não são os que falam, mas os que vivem. “Pregue sempre, às vezes com palavras” (Moody).

O Evangelho não é discurso, é vida... Entender isso é entender sobre missões na igreja local; assim também estaremos prontos para fazer missões em todo o mundo.

Shalom... Pr Croce.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós" - Pr. Elias Croce

O Dom da fé - Pr. Elias Croce

Horebe, o Monte de Deus

"Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (1 Rs 19.8).

Elias é um dos profetas mais conhecidos pelo povo de Deus. Suas atitudes, seus gestos, sua coragem, e também suas reações, revelam uma identidade características de uma pessoa definida, de personalidade marcante e fidelidade de qualquer suspeita.

Elias, após enfrentar os profetas de Baal, naquele desafio onde o Deus verdadeiro respondeu com fogo, provocou uma terrível ira em Jezabel, a tribulosa esposa do Rei Acabe, que jurou de morte a Elias por ter matado à espada todos os profetas de Baal.

Elias refugiou-se no deserto, próximo a Berseba, onde apareceu-lhe um anjo levando pão assado e água fresca, preservando assim a sua vida por um grande milagre.

Comida de anjo é tão gostosa e nutritiva, que Elias conseguiu caminhar 40 dias e 40 noites, até chegar ao Monte Horebe, o monte de Deus.

Apesar da história de Elias ser muito marcante, ele não deixou de ser humano. No monte, onde escondeu-se na caverna,ele ficou esperando até que Deus falasse com ele.

Como o nosso Deus é um Deus que fala, Elias ouviu a voz de Deus perguntando o que ele fazia ali escondido. Ele quis justificar, mas Deus mandou-o sair da caverna e ficar no monte, perante a Sua face. Elias, muito obediente, atendeu a ordem divina e pôs-se a esperar pela presença de Deus. A espera foi muito intrigante. Veio um vento forte, mas Deus não estava no vento. Veio um terremoto que abalou a estrutura do monte, e Deus não estava no terremoto. Veio um fogo abrasador, e Deus também não estava no fogo. Em seguida, veio uma voz mansa e delicada, e, aí sim, Deus manifestou a Sua presença para confortar a Elias, orientá-lo, e também informá-lo que ele não estava sozinho, pois havia ainda sete mil, que seguiam a Deus como Elias e não dobraram os joelhos diante de Baal.

Aprendemos diante de tudo isso, que:

1. Deus faz milagres. Mesmo nos dias atuais, quando a incredulidade e a razão procuram justificar toso os fenômenos e acontecimentos. O poder de Deus continua manifestando, e os milagres pipocando por todos os lados, dizendo que Deus é Deus.

2. Deus não desampara os seus. As instituições podem falhar, os amigos podem decepcionar, e tudo à nossa volta pode levantar contrário aos nossos propósitos. Contudo, Deus continua o mesmo, e sempre dizendo não desamparar jamais aqueles que O servem de coração.

3. Deus fala de diversas maneiras. Existem inúmeras vozes no mundo, provocando controvérsias e desencontros. Mas quando Deus fala, todas as coisas convergem para o ponto de equilíbrio, onde a paz e a segurança se manifestam gloriosamente, proporcionando a orientação segura para uma vida vitoriosa.

4. Deus conta conosco. De todos os privilégios que vivenciarmos, cooperar com Deus é o maior e melhor de todos. Deus quer nos usar para ajudar o próximo, com a mensagem que levanta o de ânimo abatido; que fortalece o fraco; que alegra o triste; que faz o desesperado ser cheio de esperança; que limpa o ódio dos corações e inunda-os de amor celestial.

5. Deus nos dá muitos e verdadeiros companheiros. Deus chamou a Pedro e deixou um Tiago e um João como companheiros.Chamou Paulo e levantou, ora um Barnabé, ora um Silas para fazer companhia. Chamou um Moisés e indicou Arão para estar sempre ao seu lado. Elias pensava que estava só, mas Deus diz que ele poderia ainda contar com sete mil companheiros, dispostos a desafiar as forças contrárias e vivenciar uma fé verdadeira, em um deus de igual modo verdadeiro.

Assim como Elias pôde ver a forte mão de Deus direcionando o seu viver, repreendendo as forças opressoras dos inimigos, e usando até a natureza irracional para protegê-lo e alimentá-lo, cada cristão pode hoje, desfrutar de iguais bênçãos, pois Deus nunca desampara os seus. (Texto extraído do livro: “Falando ao Coração”, autor: Gentil R. Oliveira).

Shalom

Pr. Croce.

AQUELE QUE NÃO TEM COMEÇO E NEM FIM...

A história de Jesus não tem começo nem fim. Começa e termina na eternidade. Termina onde começa e começa onde termina. Não há outra história igual à dele.

Quem nos diz isso é João, no prólogo do seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele já existia no princípio mais remoto: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem, ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.2).

Jesus é o único cuja história não começa no dia de seu nascimento, nem no dia de sua concepção. E não termina no dia de sua morte, do sepultamento ou cremação.

As primeiras palavras da Primeira Epístola de João reforçam a eternidade de Jesus: “O que era desde o princípio, nós o ouvimos, nós o vimos com os nossos próprios olhos, nós o contemplamos e com as nossas mãos apalpamos o “Verbo da Vida” (1 Jo 1.1).

A Ele devemos nos inclinar e adorar, por que o seu poder e amor é infinito e incomparável!

Shalom...

Pr. Croce

acesse também: www.youtube.com/advilaguacuri