sexta-feira, 30 de março de 2012

O QUE DEFINE NOSSA COMUNHÃO E AMOR? (Rm 8.31-39).

É necessário que saibamos inteiramente definir e argumentar em todos os sentidos o porquê de sermos cristãos, e o poder desta comunhão e amor que pregamos e ensinamos. Essas virtudes devem ser como nossa respiração e alimentação. Sem elas não vivemos.

Como podemos definir a comunhão e o amor? Onde se encontram suas raízes? No texto de Paulo aos Romanos 8.31-39 podemos extrair seus fundamentos:

1. Nossa suficiência em Cristo. Ele nos completa em tudo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

2. Nossa Segurança Em Cristo. (v.33,34). ”Quem intentará acusação contra os filhos de Deus? É Deus quem os justifica. Somos assistidos por um invencível advogado.

3. Nossa Consistência em Cristo. (v.35). “Quem nos separará do amor de Cristo?” Consistência: Estado de resistência de um corpo. Estado líquido que tende para formar o sólido. Firmeza, força, solidez, coerência na exposição de ideias.

4. Nosso incondicional amor a Cristo. (v.36). Nosso estilo de vida. Tudo que ameaça esse amor a Ele o rechaçamos. Vamos às últimas conseqüências por esta causa, inclusive a morte.

5. Nossa vitória verdadeira. (37). “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amor”. A Palavra grega: Hypernikal, junção de HYPER (Além do mais) e NIKAO (Conquistar), descreve alguém que é “supervitorioso”, que conquista mais que uma vitória comum.

6. Nossa Comunhão e convicção. (vv.38-39). Nada nos separará dEle:

Nem a morte

Nem a vida

Nem os anjos

Nem principados

Nem potestades

Nem o presente

Nem o porvir

Nem altura

Nem profundidade

Nem alturas...

Acredito que essas virtudes definem bem nossa comunhão e nosso amor, primeiramente por Cristo e concomitantemente aos nossos irmãos. Todas essas coisas só podem ocorrer com aqueles que estiverem cheios do Espírito (Ef 5.18).

Shalom... Pr. Croce.

terça-feira, 27 de março de 2012

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI.

Pr. Elias Binja.

Extrato da mensagem pregada no dia 24/03/2012.

Missões e a Igreja Local.

Texto: Mc 3.7-19.

Introdução.

Não dá para acreditar que existam crentes que não façam missões. Ex: Qual é a essência da faca e da panela? Qual é a essência da Igreja? O que define a natureza da Igreja é fazer a missão que lhe foi confiada. Se houver algum crente sem esta mentalidade, tem apenas o nome de crente, mas é um “impostor”.

I - Vejamos o texto e seus ensinamentos para nossa vida:

“Jesus sobe ao monte e ora, e depois ao descer começa a nomear as pessoas, aqueles que ele mesmo quis” (v.3).

1. A Nomeação dos doze: (v.16-18). O que tem isso a ver com missões local?

2. Jesus Olha e vê três grupos:

a) O povão.

b) O grupo de demônios;

c) Os discípulos. Obs. Todos estavam misturados. Identifica a multidão, chama os discípulos e manda calar os demônios; mas chama para pertos os discípulos, por quê?

1º A multidão é o grupo mais paradoxo que existe. A multidão não tem cara, nem senhor, é apenas “multidão”. Ela tem apenas necessidades, e em nome desta necessidade todos vão longe. Essa multidão é muito parecida com os demônios. Exemplo: quando uma multidão fica em fúria porque o seu time perdeu, todos se misturam e não se identifica pessoas, mas a multidão. No meio dela podem estar muitas pessoas importantes, mas tornam-se multidão, sem nome, e perdem o senso da normalidade (inconsciente coletivo). A mesma multidão que clamava Hosana... Hosana, depois também clamou: Seja crucificado... Seja crucificado, isto é, o “inconsciente coletivo”.

2º Grupo: Os demônios. Quando os demônios louvam a Jesus, o fazem apenas para atrapalhar. Tem muita gente tomada por um espírito maligno, que tecem elogios, mas para atrapalhar e não para louvar de fato. Isso ainda ocorre em muitas Igrejas. Ocorre também em pessoas que entram na igreja e conversam durante todo o culto, principalmente na hora da mensagem. São demônios atuando dentro da igreja.

3º Grupo: Os discípulos. Jesus chama os discípulos pelo nome de cada um deles. Eles não são multidão. Ele os chama pelo nome. Os discípulos por mais numerosos que sejam, possuem um nome.

Multidão nesse contexto, não tem nada a ver com números, bem como os discípulos, nesse caso, multidão pode ser uma pessoa, e os discípulos podem ser muitos. Na multidão, temos o inconsciente coletivo, nos discípulos vemos o Espírito de Deus. Você é um discípulo ou multidão? Há multidão no seio da igreja, mas há também os discípulos. Não nos esqueçamos de que a igreja é uma mistura de trigo, joio, ovelhas, cabritos, pastores e impostores, são todos muito parecidos...

3.1. O Corpo de Cristo. Cristo é a cabeça e nós o corpo. Entretanto, nem tudo que está no corpo é do corpo. Ex: roupas, sapatos etc., estão no corpo, mas não são do corpo. Assim podemos entender que alguns membros são apenas ornamentos. Estão na igreja, mas não é igreja. Engraçado quando você levanta o braço, o paletó levanta junto..., está no corpo, mas não é do corpo.

Entenda isso: O projeto missionário verdadeiro começa dentro da igreja. O primeiro campo é a própria igreja, porque tem gente que só está lá, mas ainda não se converteu.

3.2 O que distingue os discípulos da multidão? (Mc 8.34). “A negação de si mesmo”. Vejamos as características de um discípulo:

1) Negação de si mesmo. Aquele que crucifica o “eu”. Embora Jesus dissesse que seria impossível que não viessem os escândalos (Lc 17.1-4). Qual é o fator determinante do discípulo? Aquele que possui a capacidade de perdoar... Esse é o diferencial. Isso significa dar nova chance ao que errou e aceitá-lo novamente. Na relação entre o ofendido e o ofensor, quem paga é o ofendido. Perdoar não é sentir, é decidir, isto é, doar a outra face. Só consegue perdoar aquele que negou a si mesmo.
Quem tem dificuldade para perdoar, ainda não é discípulos de Jesus.

2) O discípulo genuíno toma a sua cruz a cada dia: O que é isto? Humilhação e morte. Isto é, sofrer as injustiças que ainda não sofreu. Disposição para morrer todos os dias. Estar pronto para partir a qualquer instante.

Conselhos:

1º) A Chamada geral: “Vinde a mim, todos....”. Esta é a chamada para a multidão.

2º) A chamada para mais perto. A Chamada para permanecer. Começar é fácil, difícil é permanecer. Só faz missão aquele que permanece.

3º ) IDE. Destina-se àquele que permaneceu...

Quando você era um a criança, só pedia: “me dá ... me dá...me dá...”; mas quando chegou na ser mãe ou pai, as coisas mudaram, você é que deve dar, acompanhar, alimentar etc.

O primeiro chamado é para os bebês, mas o segundo chamado é para quem pode levar a mensagem... Em qual deles você se encontra?

O Evangelho será pregado quer aceitemos ou não. Jesus pediu que vivêssemos de tal maneira, que todos percebessem que Jesus é bom. O mundo precisa ver quem é Jesus em nossa vida. A questão mais importante está no nosso modo de viver. Os melhores pregadores não são os que falam, mas os que vivem. “Pregue sempre, às vezes com palavras” (Moody).

O Evangelho não é discurso, é vida... Entender isso é entender sobre missões na igreja local; assim também estaremos prontos para fazer missões em todo o mundo.

Shalom... Pr Croce.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós" - Pr. Elias Croce

O Dom da fé - Pr. Elias Croce

Horebe, o Monte de Deus

"Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (1 Rs 19.8).

Elias é um dos profetas mais conhecidos pelo povo de Deus. Suas atitudes, seus gestos, sua coragem, e também suas reações, revelam uma identidade características de uma pessoa definida, de personalidade marcante e fidelidade de qualquer suspeita.

Elias, após enfrentar os profetas de Baal, naquele desafio onde o Deus verdadeiro respondeu com fogo, provocou uma terrível ira em Jezabel, a tribulosa esposa do Rei Acabe, que jurou de morte a Elias por ter matado à espada todos os profetas de Baal.

Elias refugiou-se no deserto, próximo a Berseba, onde apareceu-lhe um anjo levando pão assado e água fresca, preservando assim a sua vida por um grande milagre.

Comida de anjo é tão gostosa e nutritiva, que Elias conseguiu caminhar 40 dias e 40 noites, até chegar ao Monte Horebe, o monte de Deus.

Apesar da história de Elias ser muito marcante, ele não deixou de ser humano. No monte, onde escondeu-se na caverna,ele ficou esperando até que Deus falasse com ele.

Como o nosso Deus é um Deus que fala, Elias ouviu a voz de Deus perguntando o que ele fazia ali escondido. Ele quis justificar, mas Deus mandou-o sair da caverna e ficar no monte, perante a Sua face. Elias, muito obediente, atendeu a ordem divina e pôs-se a esperar pela presença de Deus. A espera foi muito intrigante. Veio um vento forte, mas Deus não estava no vento. Veio um terremoto que abalou a estrutura do monte, e Deus não estava no terremoto. Veio um fogo abrasador, e Deus também não estava no fogo. Em seguida, veio uma voz mansa e delicada, e, aí sim, Deus manifestou a Sua presença para confortar a Elias, orientá-lo, e também informá-lo que ele não estava sozinho, pois havia ainda sete mil, que seguiam a Deus como Elias e não dobraram os joelhos diante de Baal.

Aprendemos diante de tudo isso, que:

1. Deus faz milagres. Mesmo nos dias atuais, quando a incredulidade e a razão procuram justificar toso os fenômenos e acontecimentos. O poder de Deus continua manifestando, e os milagres pipocando por todos os lados, dizendo que Deus é Deus.

2. Deus não desampara os seus. As instituições podem falhar, os amigos podem decepcionar, e tudo à nossa volta pode levantar contrário aos nossos propósitos. Contudo, Deus continua o mesmo, e sempre dizendo não desamparar jamais aqueles que O servem de coração.

3. Deus fala de diversas maneiras. Existem inúmeras vozes no mundo, provocando controvérsias e desencontros. Mas quando Deus fala, todas as coisas convergem para o ponto de equilíbrio, onde a paz e a segurança se manifestam gloriosamente, proporcionando a orientação segura para uma vida vitoriosa.

4. Deus conta conosco. De todos os privilégios que vivenciarmos, cooperar com Deus é o maior e melhor de todos. Deus quer nos usar para ajudar o próximo, com a mensagem que levanta o de ânimo abatido; que fortalece o fraco; que alegra o triste; que faz o desesperado ser cheio de esperança; que limpa o ódio dos corações e inunda-os de amor celestial.

5. Deus nos dá muitos e verdadeiros companheiros. Deus chamou a Pedro e deixou um Tiago e um João como companheiros.Chamou Paulo e levantou, ora um Barnabé, ora um Silas para fazer companhia. Chamou um Moisés e indicou Arão para estar sempre ao seu lado. Elias pensava que estava só, mas Deus diz que ele poderia ainda contar com sete mil companheiros, dispostos a desafiar as forças contrárias e vivenciar uma fé verdadeira, em um deus de igual modo verdadeiro.

Assim como Elias pôde ver a forte mão de Deus direcionando o seu viver, repreendendo as forças opressoras dos inimigos, e usando até a natureza irracional para protegê-lo e alimentá-lo, cada cristão pode hoje, desfrutar de iguais bênçãos, pois Deus nunca desampara os seus. (Texto extraído do livro: “Falando ao Coração”, autor: Gentil R. Oliveira).

Shalom

Pr. Croce.

AQUELE QUE NÃO TEM COMEÇO E NEM FIM...

A história de Jesus não tem começo nem fim. Começa e termina na eternidade. Termina onde começa e começa onde termina. Não há outra história igual à dele.

Quem nos diz isso é João, no prólogo do seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele já existia no princípio mais remoto: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem, ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.2).

Jesus é o único cuja história não começa no dia de seu nascimento, nem no dia de sua concepção. E não termina no dia de sua morte, do sepultamento ou cremação.

As primeiras palavras da Primeira Epístola de João reforçam a eternidade de Jesus: “O que era desde o princípio, nós o ouvimos, nós o vimos com os nossos próprios olhos, nós o contemplamos e com as nossas mãos apalpamos o “Verbo da Vida” (1 Jo 1.1).

A Ele devemos nos inclinar e adorar, por que o seu poder e amor é infinito e incomparável!

Shalom...

Pr. Croce

acesse também: www.youtube.com/advilaguacuri

quinta-feira, 24 de março de 2011

Poder da Influência

O PODER DA INFLUÊNCIA.

O CRENTE COMO ÁRVORE FRUTÍFERA EXERCE O PODER DA INFLUÊNCIA. “... Não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

O que é uma influência? É inspirar, incutir, entusiasmar, excitar, sugestionar, induzir, predominar, etc. Esse primeiro versículo do Salmo Primeiro nos inspira a pensar também a respeito das influências. Essas palavras: “... Não anda... nem se detém... e nem se assenta...”, nos revelam que um cristão convicto não deveria sofrer influência dos ímpios, mas, ser uma influência cristã positiva. Lamentavelmente, temos tido o desprazer de contemplar influências contraditórias e “des-cristãs”. É meio absurdo, mas muitos cristãos tornaram-se “des-cristãos”, motivados por influências oriundas dos ímpios e do “curso deste mundo” (Ef 2.2).

I Tipos de influências: É necessário delinear, perscrutar as influências, pois elas podem ser sugestionadas ou pressionadas sobre nós. É difícil se livrar de certas influências, a não ser que o indivíduo esteja bem posicionado a cerca de seus ideais. Existem aquelas que se recebe com deleites porque pertencem aos ideais de quem as recebem, entretanto, é muito comum a contaminação de uma má influência. Vejamos algumas, mas a lista é imensa:

1. As influências de nossa própria carne (Gl 5.19,2-21). Essa é uma questão da natureza caída do homem. Paulo faz uma descrição em Aos Romanos 7 sobre a guerra entre as duas naturezas. Existe uma tendência para o mal no próprio homem, embora o mesmo se esforce para praticar o bem. A Palavra de Deus nos informa que essa tendência é o pecado (Rm 3.23; 6.23). Assim sendo, somos vítimas de nossa própria carne que carrega sobre si uma inclinação pecaminosa (Rm 5.12). Só há um escape para livrarmo-nos desses quesitos maléficos, esse escape é a Salvação em Cristo Jesus (Mt 11.28,29).

2. As influências do mundo. Quando nos referimos sobre as influências da carne, falamos a respeito do mal que vem de dentro de nós mesmo. Isto é, o inimigo que se instalou dentro de nossa própria casa (corpo), como efeito da queda adâmica. Portanto, concernente as “influências do mundo”, refiro-me ao inimigo que está do lado de fora, incitando e sugestionando ao parceiro interno para que deixe sempre a porta aberta. O sistema do mundo é a abrangência de atividades malignas já instaladas, denominada como “curso deste mundo”, que tem como comandante: ”O príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2). É difícil se livrar dessas influências, a não ser que a pessoa seja realmente convertida. Essa influência está em toda sociedade, na mídia, nos livros, nas universidades, na s políticas etc., enfim, no sistema de vida que cunharam para si. Jesus nos advertiu que o mundo jaz no maligno (Jo 14.30; 1 Jo 2.15, 15).

3. As influências do maligno. Veja como são as coisas. Quantos tipos de influências o inimigo tem a seu favor para manter os homens distantes de Deus: A carne, o mundo e ele mesmo. Seu estilo de ação é usar todos os meios que lhes estão disponíveis temporariamente. Sendo ele o “príncipe deste mundo” como Jesus salientou, fica fácil usar o sistema que ele mesmo engendrou para distanciar as pessoas do Senhor. Acho importante salientar esses princípios, pelo fato de que se não “vigiarmos” em todo o tempo, podemos até mesmo entrar por uma estrada ou decisões que tenha a estampa de ótimas, ou porque todo mundo está entrando, ou usando, e mesmo assim ser uma estratégia maligna para que tais pessoas possam imaginar que seja um bom caminho, mas, o seu fim é destruição. O que fica muito claro é que não há escapatória além dos ensinos de Cristo. Jesus é a ÚNICA VERDADE SALVÍFICA (Jo 14.6).

4. A Influência Cristã. Apesar do mundo exercer o seu poder de influência através do seu comandante, Jesus lhe deu um basta através de Sua própria vida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). A Igreja (Eclesia) é chamada de “separados”, o povo de Deus vive no mundo, mas não é do mundo. Jesus colocou o céu dentro de cada um de nós. Ele mesmo disse: “... Se alguém me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). Deu-nos o mandamento: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15)”. Enquanto estamos aqui, embora haja uma influência maligna imperante, somos chamados para ser uma influência cristã e abençoadora na vida de todos aqueles que nos cercam. O sistema usa todo o tipo de perversidade contra nós, mas estamos com a cobertura de Cristo Jesus e seu sangue derramado na Cruz. Ele enviou o seu Espírito Santo para nos capacitar. Acredito piamente que o fato de conhecer a Jesus e ter tido uma experiência profunda com Ele, nada nos separará de seu poder, bem como da capacidade exercer a boa influência entre aqueles que nos cercam. Podemos citar aqui o Salmo Primeiro mais uma vez: “Pois será como árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual da o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem e tudo quanto fizer prosperará... (Sl 1.3).

II Cultivando nossa capacidade de influenciar. Todos nós temos o poder de influenciar. Já nascemos com ele e o desenvolvemos com o passar dos anos. Não há liderança sem influência. Como líderes cristãos, precisamos ser uma boa influência, compartilhando a influência que JESUS tem em nós. Precisamos realmente ter uma influência positiva e abençoadora na vida das pessoas que nos cercam daí a grande necessidade de se ter uma profunda experiência com Deus.

1. O cristão como formador de opinião. Estamos cercados de diversos formadores de opinião. Esta formação cresce através de comentários, observações e realizações de uma pessoa ou de um sistema. Logicamente, o sistema do mundo é criar perseverantemente os seus formadores de opinião motivados pelo “Príncipe deste mundo”. Entretanto, no meio desses estão os cristãos, fiéis seguidores de Cristo, que pautam suas vidas na Bíblia Sagrada, livro de regra de fé e prática. Para isto, meditam na Palavra do SENHOR, dia e noite e se caracterizam como BEM-AVENTURADOS (Sl 1.1).

a) O cristão pode formar opinião através de sua própria vida. Sua forma de viver, principalmente não se conformando com este mundo. Não se inclinando aos ditames do mundo, que perversamente impõe suas normas, seus costumes e modas etc. Essa imposição é tão massificante, que ficar fora dela ou discordar, pode ser taxado de alienado ou atrasado. O cristão, embora ainda neste mundo, sabe discernir aquilo que é conveniente para sua vida, e sua maneira de viver vai sendo uma influência por onde passa, pois a Bênção do SENHOR o acompanha sempre.

2. O Cristão como Formador de Opinião é Abençoador. Podemos tomar o exemplo da vida de José, que embora sendo desprezado, vendido e dado como morto ao seu pai pelos seus maldosos irmãos, não se tornou vingativo, nem frustrado; mas mesmo com todo esse descaso, por onde passava, abençoava o lugar, as pessoas, e revertia as situações difíceis em grandes vitórias e Deus era glorificado em tudo que fazia. Deus designou Abraão a ser uma benção na Terra: ...”Sê tu uma Benção”. Como abençoadores, temos a presença de Deus dentro de nós, intercedemos pela nação, governantes, vizinhos e até pelos nossos inimigos. Se de fato exercemos o cristianismo, sempre deixaremos as marcas de bênção e vitórias por onde passarmos e tais marcas serão visíveis aos observadores, pois: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR” (Sl 37.23).

3. O Cristão como Formador de Opinião é Cultivador das Boas Coisas. Aqui podemos salientar a ética cristã, que se relaciona com o comportamento, a forma de viver. Nesse item, podemos arrolar sinteticamente alguns princípios tais como: O cristão presa pela verdade, honestidade, amor, bondade e justiça. A sociedade já percebeu e fez a leitura do comportamento de quem serve a Deus. Essa pessoa não se embriaga, não se ensoberbece, pratica a mansidão e não se envolve em confusões. As armas dos cristãos não são carnais, mesmo que sejam atacados por elas, mas possuem armas espirituais, dadas por Deus. Faz-nos lembrar a leitura que a Sunamita fez do Profeta Eliseu que passava em frente sua casa. Ao observá-lo, comentou com o seu marido: “vejo que esse homem que passa por nós é um santo homem de Deus”. Somos chamados a inspirar homens e mulheres na prática do bem e do caminho cristão.

III Exemplos de boas Influências na Bíblia.

1. O Patriarca Abraão (Gn 12). Estudando a vida de Abraão, vemos que por onde passava, deixava a sua marca de adorador. Sempre estava levantando altares. Naquela ocasião, ele era o referencial de Deus para as nações. Por onde Abraão passava, todos sabiam que ele servia ao SENHOR. Todos viam que o SENHOR o abençoava abundantemente. Suas palavras eram sempre proféticas. Abraão foi crescendo em experiências com Deus até se tornar o Pai na fé de todos os que creme em Deus.

2. O Patriarca Isaque (Gn 26). Lendo este capítulo, logo percebemos que Isaque em sua fase de crescimento ia fazendo proezas por onde passava. Entretanto, vemos que a obediência a Deus foi fundamental para que fosse bem sucedido. Isaque tinha intenção de ir ao Egito, motivado pela fome que havia na terra, mas Deus interveio, e lhe dirigiu a ficar na Terra de Gerar. O SENHOR lhe apareceu e lhe disse: Não desça ao Egito. Habita na Terra que eu te disser. “Peregrina nesta Terra, e serei contigo e te abençoarei...” (Gn 26.2,3). A história deste Patriarca foi enriquecedora. Por onde passava Deus lhe dava prosperidade. Mesmo quando convidado a deixar aquela terra, indo um pouco mais adiante, desentulhava os poços, que ninguém acreditava mais que poderia jorrar água, seus inimigos faziam pressão e se apossava daquilo que lhe pertencia. Deixava-os e ia mais adiante e Deus sempre lhe abençoava. Foi tão abençoado e influenciador que na abertura do seu último poço, Deus lhe deu uma grande revelação e o nomeou como: REOBOTE, “Alargamento do Deus”. (Gn 26.22).

3. Daniel. Poderíamos usar diversos exemplos maravilhosos, mas vamos relembrar de mais um dos quais muito admiro, refiro-me a Daniel. “E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar” (Dn 1.8). Apesar de Daniel e seus companheiros estarem numa nação completamente diferente, com costumes e deuses que eram adorados, mesmo assim conservou-se fiel ao seu Deus. Essa fidelidade poderia custar-lhe a vida, como ocorreu. Daniel teve a hombridade de continuar sendo fiel a Deus e ia exercendo sua influência numa nação que se achava soberana e atribuía essa soberania a seus deuses. Deus o exaltou e o colocou com terceiro naquele reino, por causa de sua fidelidade, e perseverança na oração. Toda a nação ficou conhecendo Daniel como um homem de Deus. Ele e seus companheiros influenciaram os reis da Babilônia. Nessa linha podemos citar: Mardoqueu, Ester, e tantos outros que brilharam deixando seus belos legados. Deus nos chamou para deixar nossa boa influência nesse século.

Conclusão. Com a influência vem a responsabilidade. É como aquela famosa frase: “És eternamente responsável por aquele a quem cativas”. Somos responsáveis por aqueles que influenciamos. Por isso avalie o quanto você tem acompanhados seus liderados e o quanto sua influência tem sido benéfica na vida deles. Influencie! Como cristão você precisa fazer isso. E para que o faça de maneira correta, permita ser influenciado pelo exemplo de Cristo e pela ação do Espírito Santo.

Shalom

Pr Croce.