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sexta-feira, 13 de abril de 2012

DEUS NÃO DESISTE DE VOCÊ...

Como fico impressionado e maravilhado com o infinito amor de Deus para com o seu povo. Seu amor é inarredável inegociável para com Israel. Ao ler o Livro do Profeta Oseias, fica patente às maneiras e manobras divinas para que um povo empanturrado de desobediência compreendesse o amor e o carinho do seu Deus.

Humanamente falando, Israel deveria ser banido de uma vez por todas da presença do Senhor por suas desobediências e pecados perversos, bem como suas idolatrias a ponto de fazer imagens de esculturas e prostrarem-se diante delas. Mas o amoroso Deus não desiste de seu povo e vai até as últimas consequências no ato de amar.

Assim é o nosso Deus para conosco: Dá infindas provas de seu grande amor, mesmo que nossos pecados, erros e desobediências tenham deixados marcas profundas em nosso interior, fazendo-nos pensar que não temos mais jeito, e que não teríamos mais solução. Ele não desiste de nos amar e vai até as últimas consequências para nos resgatar. Oh! Como é infinito o amor de Deus para conosco! Para sempre seja louvado nosso amado Cristo!

Pr. Croce

DEUS PROCURA INTERCESSORES.

“Busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30).

Os intercessores fazem a ligação entre a misericórdia de Deus e a necessidade humana. Nos dias de Ezequiel, Judá foi tudo que restou da vinha de Deus, seu povo escolhido. O reino idólatra de Israel havia sido destruído, e seu povo, exilado sob o governo assírio de Sargão, em 722 a.C.

Agora, quase um século e meio depois, o pecado havia feito uma enorme fenda nos muros de proteção de Judá. Uma “fenda” era uma ruptura na cerca espinhosa de proteção ou no muro de pedras que rodeava a vinha e que atraía problemas.

Para barrar intrusos, alguém tinha de manter guarda até que a fenda fosse consertada. Portanto, a Palavra emprega essa figura de linguagem para descrever a busca de Deus por um intercessor dentre os sacerdotes de Judá, profetas, príncipes ou dentre o povo, para aqueles que estivessem na brecha, ligando a misericórdia de Deus com a necessidade humana.

Em nossos dias, a cerca de proteção ao redor das famílias, igrejas e nações está frequentemente num estado de terrível abandono. Deus ainda está buscando intercessores para manter guarda “na brecha” e, através da oração, ajudar a reparar as fendas. Seja o intercessor que Deus procura.

Shalom... Pr Croce

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O LUGAR DE DESCANSO

“Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim que destrói grandemente” (Mq 2.10).

TODOS ESTÃO CANSADOS. A caminhada é longa, o sol está a pino, há perigo a cada curva da estrada. Os pés estão feridos, o estômago está vazio, a boca está seca. Ali na frente há uma sombra, um oásis, uma cisterna. Por que não parar ali para acampar e descansar um pouco?
Então se ouve uma voz autoritária: “Levantem-se, vão embora! Pois esse não é o lugar de descanso, porque ele está contaminando, e arruinado, sem que haja remédio”.

O jeito é colocar outra vez as mochilas às costas e os pés na estrada. Outras paradas não serão autorizadas pela voz autoritária. A voz tem razão, tanta razão como a daquele idoso de Gibeá que avisou o casal em trânsito que pretendia passar a noite na praça: “Você é bem vindo em minha casa”, disse o homem idoso. “Não passe a noite na praça" (Jz 19.20).

A voz não é contra o descanso. Ao contrário, ela quer levar os cansados ao verdadeiro descanso. A voz garante que : “há um descanso completo e perfeito ainda esperando o povo de Deus” (Hb 4.9). Trata-se de Canaã escatológica. Portanto, não me deixarei encantar com os supostos oásis deste mundo. Estou indo em direção à Canaã celestial!

Shalom. Pr. Croce.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

“ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO EVANGELIZANDO OS PERDIDOS...” (At 1.8; Rm 1.16; 1 Co 9.16; Gl 5.22).

“... Ai de mim se não pregar o Evangelho” (1 Co 9.16).

Já está comprovado na prática, que através do exercício da função, é que se adquire experiência. Como alguém receberia poder e capacitações especiais sem colocá-las em prática? Deus não daria de seu Poder, dons e operações a uma pessoa que não as colocaria em prática. Exemplo: Para que serviria a medicina sem o seu exercício, o direito sem suas tarefas, o supermercado sem as vendas ou o professor sem o exercício do ensino? O que seria do Evangelho sem ser proclamado? E o dom sem o seu uso?

1. Não se recebe poder para ficar de braços cruzados (At 1.8). “... E ser-me-eis testemunhas...”.

a) O Poder e a unção que tantos almejam não se destinam a espetáculos nos púlpitos das igrejas.

b) O Poder é outorgado Àquele que se disponha a ir. Deveríamos aprender com os exemplos daqueles que fazem a obra, pois em suas vidas, sempre há evidências do Evangelho de poder (1 Co 2.1,2).

c) O poder é dado a todos que possuem o desejo de trabalhar, evangelizar e fazer a obra de Deus (Mt 28.18,19; Atos 13. 1-12).

2. Os apóstolos receberam o poder e sabiam de seus compromissos:

- Estavam dispostos.

- Estavam instruídos

- Estavam convictos

- Estavam revestidos

Nesse sentido, nossa missão é de suma importância na vida daqueles que ainda não compreenderam a razão, revelação do Evangelho de Cristo (Atos 4.12).

3. É incoerente que alguém esteja cheio do Espírito e não tenha interesse pela obra de Deus. Isso é injustificável. Não ter interesse pela evangelização, discipulado, missões e oração, é estar totalmente vazio do Espírito de Deus.

4. Aquele que está cheio do Espírito se expressa como Paulo: “... Ai de mim se não pregar o Evangelho...” (1 Co 9.16).

O que justifica o desinteresse pela pregação do Evangelho?

-Ausência de conversão

- Ausência de amor

- Ausência de experiência com Deus

- Compreensão errada do Evangelho de Jesus.

- Ausência do Batismo no Espírito Santo

- Incerteza quanto à vida eterna.

Conclusão.

A tônica dominante é: Faça, evangelize, trabalhe, coloque-se a disposição, disponha-te e diga: “Eis me aqui...”. Essa disponibilidade + ação, te fará cheio do Espírito. Logicamente que subentende-se nesta exposição os pré-requisitos básicos relacionados a santificação, consagração, oração etc.

Grandes milagres e experiências com Deus ocorrerão, quando estamos envolvidos na obra de Deus. Às vezes ficamos esperando que algum milagre ocorra dentro da igreja, no meio dos salvos e até tecemos críticas porque não vemos “milagres”, mas Deus nos diz: Façam o meu trabalho, preguem o meu Evangelho que vocês serão usados como instrumentos poderosos em minhas mãos. Os milagres ocorrerão quando o Evangelho de Poder é pregado (Rm 1.16,17; Mc 16.17-18).

Shalom...Pr Croce.

JESUS E AS DUAS NOTÍCIAS FANTÁSTICAS.

As duas notícias mais fantásticas da história humana foram dadas a seres humanos por seres angelicais. Entre a primeira notícia e a segunda, há um período de tempo de trinta e três anos.

A primeira é uma notícia comum: a participação do nascimento de alguém. A segunda é uma notícia inédita: a primeira da ressurreição de alguém no Novo Testamento.

A notícia da nascimento foi dada à noite nos céus de Belém. A notícia da ressurreição foi dada de madrugada no jardim da casa de José de Arimateia.

A primeira diz respeito ao nascimento de Jesus: “Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que os era para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10-11). A segunda diz respeito à ressurreição de Jesus: “Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, mas ele não está aqui, já foi ressuscitado” (Mt 28.5-6, NTLH).

O enlace da primeira notícia com a segunda faz com que o Evangelho tenha sentido.

Shalom... Pr Croce.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O QUE DEFINE NOSSA COMUNHÃO E AMOR? (Rm 8.31-39).

É necessário que saibamos inteiramente definir e argumentar em todos os sentidos o porquê de sermos cristãos, e o poder desta comunhão e amor que pregamos e ensinamos. Essas virtudes devem ser como nossa respiração e alimentação. Sem elas não vivemos.

Como podemos definir a comunhão e o amor? Onde se encontram suas raízes? No texto de Paulo aos Romanos 8.31-39 podemos extrair seus fundamentos:

1. Nossa suficiência em Cristo. Ele nos completa em tudo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31).

2. Nossa Segurança Em Cristo. (v.33,34). ”Quem intentará acusação contra os filhos de Deus? É Deus quem os justifica. Somos assistidos por um invencível advogado.

3. Nossa Consistência em Cristo. (v.35). “Quem nos separará do amor de Cristo?” Consistência: Estado de resistência de um corpo. Estado líquido que tende para formar o sólido. Firmeza, força, solidez, coerência na exposição de ideias.

4. Nosso incondicional amor a Cristo. (v.36). Nosso estilo de vida. Tudo que ameaça esse amor a Ele o rechaçamos. Vamos às últimas conseqüências por esta causa, inclusive a morte.

5. Nossa vitória verdadeira. (37). “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amor”. A Palavra grega: Hypernikal, junção de HYPER (Além do mais) e NIKAO (Conquistar), descreve alguém que é “supervitorioso”, que conquista mais que uma vitória comum.

6. Nossa Comunhão e convicção. (vv.38-39). Nada nos separará dEle:

Nem a morte

Nem a vida

Nem os anjos

Nem principados

Nem potestades

Nem o presente

Nem o porvir

Nem altura

Nem profundidade

Nem alturas...

Acredito que essas virtudes definem bem nossa comunhão e nosso amor, primeiramente por Cristo e concomitantemente aos nossos irmãos. Todas essas coisas só podem ocorrer com aqueles que estiverem cheios do Espírito (Ef 5.18).

Shalom... Pr. Croce.

terça-feira, 27 de março de 2012

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI

IV CONFERÊNCIA DE MISSÕES – AD GUACURI.

Pr. Elias Binja.

Extrato da mensagem pregada no dia 24/03/2012.

Missões e a Igreja Local.

Texto: Mc 3.7-19.

Introdução.

Não dá para acreditar que existam crentes que não façam missões. Ex: Qual é a essência da faca e da panela? Qual é a essência da Igreja? O que define a natureza da Igreja é fazer a missão que lhe foi confiada. Se houver algum crente sem esta mentalidade, tem apenas o nome de crente, mas é um “impostor”.

I - Vejamos o texto e seus ensinamentos para nossa vida:

“Jesus sobe ao monte e ora, e depois ao descer começa a nomear as pessoas, aqueles que ele mesmo quis” (v.3).

1. A Nomeação dos doze: (v.16-18). O que tem isso a ver com missões local?

2. Jesus Olha e vê três grupos:

a) O povão.

b) O grupo de demônios;

c) Os discípulos. Obs. Todos estavam misturados. Identifica a multidão, chama os discípulos e manda calar os demônios; mas chama para pertos os discípulos, por quê?

1º A multidão é o grupo mais paradoxo que existe. A multidão não tem cara, nem senhor, é apenas “multidão”. Ela tem apenas necessidades, e em nome desta necessidade todos vão longe. Essa multidão é muito parecida com os demônios. Exemplo: quando uma multidão fica em fúria porque o seu time perdeu, todos se misturam e não se identifica pessoas, mas a multidão. No meio dela podem estar muitas pessoas importantes, mas tornam-se multidão, sem nome, e perdem o senso da normalidade (inconsciente coletivo). A mesma multidão que clamava Hosana... Hosana, depois também clamou: Seja crucificado... Seja crucificado, isto é, o “inconsciente coletivo”.

2º Grupo: Os demônios. Quando os demônios louvam a Jesus, o fazem apenas para atrapalhar. Tem muita gente tomada por um espírito maligno, que tecem elogios, mas para atrapalhar e não para louvar de fato. Isso ainda ocorre em muitas Igrejas. Ocorre também em pessoas que entram na igreja e conversam durante todo o culto, principalmente na hora da mensagem. São demônios atuando dentro da igreja.

3º Grupo: Os discípulos. Jesus chama os discípulos pelo nome de cada um deles. Eles não são multidão. Ele os chama pelo nome. Os discípulos por mais numerosos que sejam, possuem um nome.

Multidão nesse contexto, não tem nada a ver com números, bem como os discípulos, nesse caso, multidão pode ser uma pessoa, e os discípulos podem ser muitos. Na multidão, temos o inconsciente coletivo, nos discípulos vemos o Espírito de Deus. Você é um discípulo ou multidão? Há multidão no seio da igreja, mas há também os discípulos. Não nos esqueçamos de que a igreja é uma mistura de trigo, joio, ovelhas, cabritos, pastores e impostores, são todos muito parecidos...

3.1. O Corpo de Cristo. Cristo é a cabeça e nós o corpo. Entretanto, nem tudo que está no corpo é do corpo. Ex: roupas, sapatos etc., estão no corpo, mas não são do corpo. Assim podemos entender que alguns membros são apenas ornamentos. Estão na igreja, mas não é igreja. Engraçado quando você levanta o braço, o paletó levanta junto..., está no corpo, mas não é do corpo.

Entenda isso: O projeto missionário verdadeiro começa dentro da igreja. O primeiro campo é a própria igreja, porque tem gente que só está lá, mas ainda não se converteu.

3.2 O que distingue os discípulos da multidão? (Mc 8.34). “A negação de si mesmo”. Vejamos as características de um discípulo:

1) Negação de si mesmo. Aquele que crucifica o “eu”. Embora Jesus dissesse que seria impossível que não viessem os escândalos (Lc 17.1-4). Qual é o fator determinante do discípulo? Aquele que possui a capacidade de perdoar... Esse é o diferencial. Isso significa dar nova chance ao que errou e aceitá-lo novamente. Na relação entre o ofendido e o ofensor, quem paga é o ofendido. Perdoar não é sentir, é decidir, isto é, doar a outra face. Só consegue perdoar aquele que negou a si mesmo.
Quem tem dificuldade para perdoar, ainda não é discípulos de Jesus.

2) O discípulo genuíno toma a sua cruz a cada dia: O que é isto? Humilhação e morte. Isto é, sofrer as injustiças que ainda não sofreu. Disposição para morrer todos os dias. Estar pronto para partir a qualquer instante.

Conselhos:

1º) A Chamada geral: “Vinde a mim, todos....”. Esta é a chamada para a multidão.

2º) A chamada para mais perto. A Chamada para permanecer. Começar é fácil, difícil é permanecer. Só faz missão aquele que permanece.

3º ) IDE. Destina-se àquele que permaneceu...

Quando você era um a criança, só pedia: “me dá ... me dá...me dá...”; mas quando chegou na ser mãe ou pai, as coisas mudaram, você é que deve dar, acompanhar, alimentar etc.

O primeiro chamado é para os bebês, mas o segundo chamado é para quem pode levar a mensagem... Em qual deles você se encontra?

O Evangelho será pregado quer aceitemos ou não. Jesus pediu que vivêssemos de tal maneira, que todos percebessem que Jesus é bom. O mundo precisa ver quem é Jesus em nossa vida. A questão mais importante está no nosso modo de viver. Os melhores pregadores não são os que falam, mas os que vivem. “Pregue sempre, às vezes com palavras” (Moody).

O Evangelho não é discurso, é vida... Entender isso é entender sobre missões na igreja local; assim também estaremos prontos para fazer missões em todo o mundo.

Shalom... Pr Croce.